NOVO SITE – Nino Carvalho mudou o endereço!

6 09 2010

Por favor, acesse o novo site:

http://ninocarvalho.com.br





Experiência da Marca – caso do Camarote Brahma (eu fui!)

21 02 2010

Há uns meses li em um livro (please, não me cobre qual livro – são 4 da matina, thanks) que branding é o processo de pegar um consumidor que desconhece uma marca (ou não se interessa / não liga) e transformá-lo em um advogado ou defensor (da marca, produto, serviço). Pois bem, acho que entendi melhor o que isso significa depois da experiência de hoje no Camarote Brahma.

Cheguei na “concentração” do camarote umas 22h. Antes mesmo de entrar em qualquer fila ou mesmo pegar credencial, já estava meio emburrado… Odeio carnaval, tava super cansado (trabalhei o dia todo!), tava semi-resfriado, não curto esses ambientes de artista/celebridade etc e, além de tudo, não sou lá nenhum fã de cerveja…

Aos poucos, esses sentimentos e impressões negativas foram mudando. Pra começar, a organização do credenciamento (foi no Porcão Rios – um restaurante super badalado do Rio) estava impecável. Honestamente? Acho que nunca vi um credenciamento de convidados/imprensa tão bem azeitado: a fila andou rápido, muita gente acessível pra orientar sobre os próximos passos, tudo com segurança, computadores, foto, crachá… só sei que em menos de 10 minutos (isso mesmo – 10m) eu tava de camisa da Brahma, pulseirinha VIP e entrando no ônibus que levava os convidados ao sambódromo (ah, de quebra, ainda ganhei um par de havaianas de brinde – pedi no. 36 e a minha gatinha foi quem se deu bem nessa).

Chegando lá na Sapucaí, mais sinais positivos: havia umas três pessoas recepcionando quem descia do ônibus. Olhei em volta e vi > um lounge com sofazinho e puff pra relaxar, um restaurante (exato, um restaurante com buffet e comida verdadeiramente boa), um bar (e aí rolava chopp, Brahma Black, snacks etc), um fumódromo (powered by Dunhill, da Souza Cruz) e zilhares de geladeirinhas carregadas de latinhas (de Pepsi, Guaraná, cerveja etc), além de água, Ice Tea e Gatorade. Tudo muito limpo e organizado.

Comecei a andar pela área fazendo uma espécie de reconhecimento. Aqui vale um parêntesis – pros solteiros, o local era o céu. Não só pela bebida infinita, mas pq certamente aquele era o lugar com mais pessoas lindas (homens, mulheres, altos, magras, coroas, modelos, jiu-jitsers… pra tudo quanto é gosto) do planeta depois da Mansão Playboy. Mas, pra mim, havia outro santuário – um localzinho com três laptops com internet megafast e quatro TVs de umas 40 polegadas passando de samba até Ultimate Fighting (essa área era powered by Net) #iamnerdyes.

Depois de pegar umas águas sentei ali e comecei a tuitar. Bem, não sou muito de ficar descrevendo eventos ou “cobrindo” atividades. Talvez só faça isso no #SouMaisWeb por motivos óbvios (aliás, o próximo evento é justamente sobre eBranding, de repente vale abordar o case lá). Fato é que postei quase 60 twitts em umas 4h. Achei até que poderia ter perdido seguidores por encher o saco falando só de camarote Brahma (com direito a umas tiradas de onda etc) mas, pelo contrário, ganhei 20 seguidores novos!

O bacana é que, relendo meus posts, dá pra perceber direitinho como a experiência que a marca proporcionou foi fazendo efeito. Meu primeiro twitt foi meio “legal, mas só tem gente estrela / celebrity wannabe”. Lá pelo quarto ou quinto post já tava querendo beber, mesmo sem gostar tanto de cerveja! E aí a coisa começou a fluir

De fato, me chamou muito a atenção a estrutura, organização e serviços oferecidos. Isso, somado às pessoas (que de lindas e marrentas passaram a ser lindas, gente boa e interessantes rsrsrs) e às interações que travei pelo Twitter, foi tornando o momento bem prazeroso e divertido. Alguns colegas perguntaram sobre minhas skills no samba, outros ficaram com a boca seca por cerveja, alguns se mostraram sambistas viciados, e teve até seguidor que ficou de olho grande rsrsrs! E, claro, sempre tem aqueles que desafiam a morte em troca de diversão ilimitada…

Bem, em certo momento passei a tentar acompanhar o trabalho do pessoal do Twitter @camarote_n1. Eles (na verdade, elAs, eram umas três meninas eu acho) começaram meio tímidos, mas tb foram pegando no tranco e encheram a timeline com muita foto bacana, detalhes sobre os shows e acabaram conseguindo passar um pouco da emoção e do calor que rolava no camarote aos seguidores. Quando comentei que eles poderiam ter chamado blogueiros pra dar um enfoque diferente ao evento, eles logo trataram de dizer que haviam, sim, convidado alguns e até pediram dicas de quem poderia ser chamado no futuro (sugeri o Pedro Cardoso e o Roney, por exemplo). Achei bacana essa abordagem próxima e humilde de interagir com outros tuiteiros. Em uma ocasião, a @aquelaq cometou sobre uma foto tremida e eles responderam na boa (e com razão, eram 2000 pessoas, todo mundo pulando, brincando, não dava pra pegar ninguém/nada parado!).

Eu, claro, tratei de mexer meus pauzinhos (calma, pessoal, sem sacanagem…) e logo logo descobri uma das twitteiras. Fui seguindo a menina até os tais containers de imprensa e, não satisfeito em invadir o Press Room, ainda forcei a dita cuja a tirar uma fotinho comigo rsrsrs. Pela minha expressão de alegria acho q já dá pra dizer que o branding experience funcionou, né? ;-)

O pessoal que cobriu o evento pelo perfil do Camarote Brahma tb tá de parabéns. Souberam postar conteúdo relevante pro público-alvo, interagiram muito (e muito bem) com quem falava com eles, ouviam críticas (talvez o mais importante e mais difícil nas redes sociais…), aceitavam sugestões e até atendiam a pedidos (isso vai acostumar mal o pessoal pro próximo carnaval hein… já tô até com listinha horripilante de pedidos aqui comigo!). Eu cheguei a procurar como as outras empresas/camarotes estavam agindo nas redes sociais. Honestamente, não consegui pescar nada de interessante (nada!), o que é uma pena, já que tá todo mundo aprendendo junto e postar uma coisinha ou outra, uma foto aqui e outra ali, é muito melhor do que nada (sem mencionar que é muito mais bacana e respeitoso com os clientes e tietes…). Me surprendeu ver que a Devassa, concorrente direta, não tinha nada próprio nas redes sociais (se tinha foi tão mal planejado q nem o Google pegou…).

Bem, quando o cansaço foi batendo, fiquei um pouco preocupado com a volta. Achei que ia ser aquele inferno… ledo engano. Rolava ônibus voltando pro Porcão Rios a cada 10 ou 15 minutos e, como se não bastasse, lá do Porcão até em casa os caras ainda pagaram taxi. Por alguns minutos cheguei a desejar ter mais momentos de celebrity na minha vida!!

Ah! Claro, já ia me esquecendo… do camarote dava pra ver as escolas de pertinho, mas tava tão bacana o ambiente off-sapucaí (shows, musica bacana, ar condicionado, bebida e comida à beça etc) que eu nem parei dois minutos pra ver a Mangueira e as outras entrando (sim, tinha que falar uma besteirinha dessa rsrs).

Enfim… excelente o trabalho de branding da Brahma. Realmente fez diferença. Até posso continuar preferindo vodka, mas sempre que a vontade de cerveja bater, é certo que eu vá optar por Brahma e, talvez, isso ainda me remeta aos momentos divertidos do camarote por uns bons anos…

Sei que sou chato pra caçamba, super crítico em relação a ações de marketing, aponto falhas quando existem, mas também saliento cases positivos quando valhem a pena. E, neste caso, a Brahma tá de parabéns. O Camarote Número 1 foi nota DEZ e me converteu totalmente, fantástico! ;-)

Pra finalizar, lembro que tava conversando com dois amigos em um almoço na semana passada sobre o investimento mega que essas empresas fazem no carnaval, com os camarotes etc. A conclusão do almoço foi que era loucura gastar tanto dinheiro com isso, que não dava retorno e tal. Bom, fiquei até 5 da madruga fazendo esse post e mais duas horas agora de manhã colocando links etc. Além disso, postei dezenas de coisas no Twitter (fora os diversos posts que troquei com followers!) e ainda tô aqui mega empolgado analisando a abordagem no Twitter, o marketing e o branding dos caras… e aí, você me diz – vale a pena ou não o investimento?


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Até onde as falhas de marketing nos levam…

17 02 2010

É com uma estranha mistura de tristeza, tesão, falta de saco e surpresa que escrevo esse post.

As pessoas reclamam e criticam empresas abertamente há séculos. Na Era Social virou lugar comum expressar sentimentos assim. Na verdade, há empresas que estimulam críticas! Em algumas épocas e em alguns lugares do mundo, infelizmente, expressar livremente opiniões negativas a certos grupos poderia significar uma lenta e dolorosa morte. Não mais.

Não acho realista que eu (ou qualquer pessoa!) critique produtos, serviços, marcas ou empresas e tentem me calar à força. As empresas que sobreviverão neste novo mundo certamente saberão lidar muito bem com os diversos públicos, reagir de maneira eficaz e objetiva às variadas interações dos stakeholders e, acima de tudo, usarão crises como oportunidades singulares para sua própria evolução.

Este post, portanto, passa longe de ser uma “picuinha” com pessoas ou empresas específicas. Jamais foi! Muito além e acima disso, tento elucidar, sob a ótica de marketing, a importância de um sólido pensamento estratégico na gestão de stakeholders e dos chamados “momentos da verdade“.

Nessa semana de carnaval acabei entrando numa discussão com dois executivos da Dinamize. Não é a primeira vez, nem a última, que me encontro nestes troca-trocas calorosos. Faz parte e é saudável. O que é engraçado é que a coisa sempre nasce de um desespero sem nexo da empresa/executivo com minhas críticas às ações de comunicação e marketing da organização. Invariavelmente, enquanto por um lado as empresas bem embasadas em marketing se concentram em entender as críticas, avaliá-las e agir conforme necessário, em outro extremo organizações menos seguras ou sólidas optam deliberadamente por receber o feedback como uma afronta pessoal. Eu sublinhei isso em várias ocasiões…

É mais ou menos assim:

Vejo algum exemplo interessante de marketing (bom ou ruim) > faço minhas observações (críticas ou elogios) > o executivo/representante da empresa-case se desespera, absorve pessoalmente as críticas e responde feito um cão raivoso > aí entramos num looping no qual eu continuo apontando os erros de marketing (em geral, a lista de exemplos do que não fazer só vai aumentando ao longo do debate) e o interlocutor late mais alto e por aí vai…

O caso desta semana com o pessoal da Dinamize foi bem ilustrativo e, como sempre digo, é isso que me interessa – ou seja, o que me atrai não é saber se a empresa A ou B fez isso ou aquilo. Como já disse no Twitter, caguei pra qual é a empresa (é indiferente!). O legal é ver o problema e tentar analisar isso. Neste processo, eu estudo, leio, aprendo… é fantástico.

Antes de qualquer coisa > o que é um stakeholder e pq isso é importante??

Desde meus primeiros anos de vida aprendi com Michael Corleone uma coisa muito importante: tenha seus amigos pertos e, quanto aos seus inimigos, deixe-os mais perto ainda!

Foi somente alguns anos mais tarde que percebi o quanto de sabedoria de marketing havia nas doces palavras do Padrinho. Mesmo no turbulento mercado ilegal norte-americano (e, talvez, por isso mesmo!) o Corleone já entendia a necessidade de se identificar e relacionar muito bem com os diversos stakeholders da organização.

A Michael, se uniram fortes nomes do Marketing, como o xará Michael Porter (que tratou da importância do relacionamento com key stakeholders amplamente) e os colegas da Escola Nórdica de Serviços (como Gronroos e Gummesson, por exemplo).

Estes sábios marketeiros já diziam que os stakeholders são pessoas ou outras organizações que podem ser afetadas ou afetar determinada empresa. De uma forma mais simples, stakeholders são qualquer parte interessada nas atividades da organização (clientes, competidores, fornecedores, acionistas etc). Com base nessa rasa definição, eu diria que sou um stakeholder da Dinamize.

Te dou três razões pra afirmar isso:

  • Como profissional de marketing digital, compro (ou indico a compra a outros – clientes, parceiros) de soluções de email marketing
  • Também sou professor (de pós-graduação, extensão, palestras nacionais etc), de maneira que tenho frequentemente a posição privilegiada de opinar sobre empresas para ouvintes de diversos segmentos e setores da indústria
  • Sou extremamente ativo nas redes sociais, o que me faz ter diversas oportunidades diárias de comunicar mensagens e idéias que me chamam a atenção por qualquer motivo que seja

Enfim, parece estar bem claro que, mesmo que a Dinamize não queira, eu sou um stakeholder importante. Isso é fato, não está nas mãos da empresa. O que está, SIM, sob controle da organização é como lidar com os diferentes stakeholders.

Claro que nem todos deste grupo (stakeholders) têm igual importância. Por este motivo, alguns autores sugerem que a organização desenhe um mapa de stakeholders como parte de sua estratégia de marketing. Este mapa ajuda a empresa a entender quem é cada stakeholder e como ele influencia as ações da companhia. Outra ferramenta útil é a matriz Poder x Interesse (veja aqui – slide 8).

Independente de qual ferramenta você decidir usar para entender quem são as partes interessadas e como elas impactam nas ações da empresa, isso deve ser feito e o ajudará a lidar, por exemplo, com crises.

Analisando o caso – as falhas da empresa (num efeito bola-de-neve)

Bem, no caso específico da organização em questão (que, muito provavelmente, já sabe que há décadas de pesquisa sobre stakeholders e marketing por aí) uma sucessão de falhas de relacionamento com stakeholders, (des)conhecimento dos tipos de reclamantes, e (pobre) gestão de crise deram caldo para exemplificarmos esse blá blá blá todo que você leu até aqui.

A seguir, coloquei alguns pontos-chave:

  • Tudo começou com uma crítica minha à parceria da Dinamize com a WBI (essa eu não preciso explicar, né?)
    Este foi o Erro 1 – não pensar criteriosamente nas alianças estratégicas. Em cima das Cinco Forças de Porter, os acadêmicos Brandenburger e Nalebuff propuseram, uma sexta força que, eventualmente, foi adotada justamente como “Alianças Estratégicas” dado o enorme poder de parcerias e similares. Bem, a minha opinião é que foi uma parceria equivocada. Honestamente, ao fazer esse comentário, esperava que alguém da empresa explicasse o pq desta aliança. Diversas pessoas ligadas a pelo menos um dos executivos criticam aberta e frequentemente a WBI, de maneira que sequer entendi a surpresa com minha colocação… na verdade, um dos próprios executivos fez questão de deixar claro que a coisa não é bem assim, enquanto outro dos gestores afirmava o contrário!
    .
  • Demonstração de falta de conhecimento de marketing e consequente reação feroz e irracional às críticas
    Este foi o Erro 2 - aparentemente sem saber da relação Poder x Interesse do stakeholder “Nino”, os executivos partiram para seguidos posts sem sentido, mesmo quando eu deixava claro que a questão era business, não pessoal (como deixaria claro nosso saudoso Chefão). Cheguei a pensar que se fosse cliente e ficasse insatisfeito com o serviço, poderia ser pior… talvez eu estivesse dormindo com os peixes nesse momento…
    .
  • Cheguei a pensar que ser tratado como stakeholder poderia ser pedir muito à empresa. Assim, tentei olhar por um prisma bem mais simples e comum > me coloquei no papel de um mero “reclamante“. A literatura de marketing trata amplamente do tema, classificando os tipos de reclamantes e prevendo as prováveis ações deste chato e da empresa que está sendo criticada. Mas… nem mesmo me colocar como um reles escroto que reclama de tudo ajudou os executivos na gestão do problema
    Este foi o Erro 3 – de acordo com a abordagem de Zeithaml e Bitner, eu poderia ser categorizado como um Ativista. O ativista tem uma propensão acima da média de reclamar (reclamam à empresa, a outras pessoas e a outros grupos terceiros). Em geral, estes caras têm uma percepção otimista das suas reclamações, ou seja, eu realmente achava que minha crítica inicial (“Dinamize, mandou mal em escolher os parceiros…”) iria ser levada à sério, que iriam responder com informações objetivas sobre a decisão etc… em alguns casos, estes reclamantes podem tornar-se Terroristas (calma, não é minha intenção…). Fato é que mesmo conselhos aos executivos sugeriam que eles deveriam esquecer questões inexistentes pessoais e focar em como solucionar o problema.

    Infelizmente, um dos executivos, carregado de emoção (novamente – você só vai pensar claramente quando me vir como um stakeholder / reclamante, não -exclusivamente, ao menos rsrs- como uma pessoa babaca) me classificou de maneira errada em outra sugestão de categorias de reclamantes. Na verdade, como espero estar claro agora, os motivos racionais de minhas críticas parecem bem expostos. Acredito, portanto, que estou mais na categoria “Straight Problems” uma vez que apontei precisamente o que achei errado e, como o texto fala, apesar de ser negativo, poderia (se pensasse de cabeça fria) dar bons insights ao executivo em questão.
    .

  • Como se não fosse suficiente, os twitts seguidos dos executivos deixam explícita sua indignação com uma pessoa tão babaca (sim, esse sou eu). Chegaram a postar com tom ameaçador coisas como “não somos tão pacientes como a WBI” ou “você não aprende!” etc…
    Este foi o Erro 4 – até agora há pouco (noite da terça-feira gorda) os executivos insistiam em encarar meu feedback como algo pessoalmente contra eles ou a empresa. Não os conheço pessoalmente e não me interessa brigar com ninguém. É amador simplificar críticas sérias, bem colocadas, fundamentadas, objetivas e claras como “não gosto de você pq você é chato, feio e escroto”… Digo e repito – de cabeça fresca, esqueça o quão babaca eu sou e foquem no problema. O que esse idiota (sim, eu) tá falando? Faz sentido? O que devemos fazer pra corrigir? Enfim, a solução não é ficar chateadinho e reclamar aos quatro ventos. Os problemas permanecem mesmo se eu morrer. Dizer que o Nino é chato não vai resolver questões que, julgo eu, têm larga gravidade estratégica.

Bem… o resto do debate foi meramente uma tentativa vã da minha parte em mostrar que, apesar de os gestores da empresa se sentirem violados, não tem nada a ver com quem é Fulano ou quem é Beltrano. Mais que isso (e repito, em negrito) – caguei pra quem é a empresa. Dinamize, Armadillo, Arno, Nokia… não importa! Qualquer empresa que tivesse, na minha interpretação (que está bem aberta a discussões e questionamentos) pisado na bola em qualquer sentido, eu falaria. Ué! A solução é censurar e calar a fonte da crítica? Quem faz isso é o avestruz, ora!

Se eu tivesse comprado um celular na TIM, por exemplo, e desse problema, não poderia reclamar? E se achasse que o Copacabana Palace cobra caro pelos quartos (ainda que nunca tenha me hospedado, nem pretenda me hospedar lá), não posso criticar isso? Se acho que os produtos da Nike são símbolo de alienação e apologia ao consumo irresponsável, teria que ficar calado a respeito?? Se acho que uma empresa escolheu mal seu parceiro, é proíbido expressar tal opinião????

Para concluir, reforço a idéia que não tenho necessariamente nada contra a Dinamize. Eles fazem um bom papel no segmento em que atuam. O caso em questão também não irá, provavelmente, impedir que um dia me relacione com a empresa de alguma maneira… não, não… nada disso. A questão aqui é (e sempre foi!) exclusivamente profissional e pontual! Só não culpem a mim por suas escolhas erradas!

Na minha interpretação de marketing, a empresa escolheu mal o parceiro e, pior, agiu mal com um stakeholder-chave e mostrou falta de competência na gestão de crise (e, antes de virar crise, foi fraca ao lidar com uma crítica objetiva). Um simples/breve comentário se tornou um post elaborado …

Ironicamente, me deparei hoje com o caso da Toyota, que não tá sabendo lidar com o ambiente online. Deus queira que eles não comecem a esbravejar com o pessoal que está insatisfeito, com o site que postou a matéria e com os milhares clientes infelizes que há por aí. Não, não… acho que a Toyota ouve atentamente, pensa e decide o que fazer com bases em informações racionais.

Na verdade, queira Deus que não se faça uma revolta em massa, um cenário caótico no qual as empresas ofendidas partam pra cima dos críticos, reclamantes e quaisquer pessoas com insatisfações com seus produtos e serviços. Espero que, a exemplo de tantas outras por aí, a organização aqui ilustrada passe a encarar feedbacks negativos de maneira mais profissional, distante e -muito- mais branda. Ouça sábios conselhos de separar pessoal e profissional. Afinal, como já dizia o outro, cada reclamação é uma oportunidade pra empresa identificar possíveis falhas e corrigi-las, sempre que necessário.

Mais sobre o caso:







#soumaisweb – 13a Edição – eBranding

12 02 2010

INSCRIÇÕES
Para participar basta preencher esse formulário com seus dados

Esta será a primeira edição do #SouMaisWeb em 2010! O tema é eBranding – como gerenciar sua marca na internet e contaremos com uma das principais seleções de convidados de todas as edições.

O debate será no mesmo batlocal, Ibeu Copacabana, no sábado dia 13 de março, de 10h às 13h.

Uma das maiores dificuldades das empresas é entender como gerenciar sua marca no complexo ambiente digital. Os convidados, com visões diferentes e complementares sobre o assunto, irão tratar deste assunto e estimular a discussão sobre o cenário atual e perspectivas futuras do e-Branding – ou Branding Digital.

:: Quem vai participar

Gabriel Rossi (@digitalbranding)
Sócio fundador da consultoria em branding digital que leva o seu nome e profissional focado na construção e gerenciamento de marcas na websocial, considerado referência no Brasil sobre o assunto, com passagens por instituições como Syracuse/Aberje, Madia Marketing School, University of London e Bell School. Além de escrever e ser citado frequentemente sobre o tema, sendo colunista do portal Mundo do Marketing, lecionando no Centro de Inovação e Criatividade da ESPM e colaborador de outros canais como Jornal O Globo, Jornal do Comércio, EcoDesenvolvimento, TV OAB, Nós da Comunicação, Correio Popular de Campinas, entre outros.

Andrei Scheiner (@inobvio)
Publicitário pela ESPM, MBA em Marketing Digital e Serviços (ESPM), Mestre em Comunicação Social pela PUC-Rio com pesquisa focada em branding, tatuagens e consumo. É responsável pela estratégia de e-marketing e de e-branding para América Latina e Reino Unido do projeto Incubator, no British Council, já tendo participado também do Online Transformation Programme na área de inteligência de e-marketing. Consultor em projetos para instituições como Infoglobo, Petrobras, IRB Brasil-Re, IBAM, DNPM, ONG Criar Brasil, CNPq, Fiocruz, ICOM/Unesco e FAPERJ. Possui artigos publicados em revistas acadêmicas e experiência como docente de disciplinas como e-marketing, mídia digital, criatividade & inovação, marketing estratégico, redação e criação publicitária na ESPM, UniFOA (Volta Redonda) e UniverCidade. Foi coordenador da ONG Instituto de Inteligência Coletiva (2008).

Danielle Meirelles (@dmeirelles)
Com 15 anos de larga experiência internacional em várias áreas de marketing e comunicação (publicidade, B2B, varejo, pesquisa de marketing, CRM e branding). CEO da DBrand, com atuação no Rio, São Paulo, Nova Iorque e Londres, além de palestrante em eventos nacionais e internacionais.

Fábio Carvalho (@fabiocarvalho) – MODERADOR
É Gerente de Novas Mídias da Textual Comunicação e tem vasta experiência em marketing e internet. Atuou na área Digital da Ediouro e, junto com parceiros como a Agência Frog, desenvolveu um dos principais cases em redes sociais no Brasil – O Leitor Voraz.

INSCRIÇÕES
Para participar basta preencher esse formulário com seus dados

Sempre mando, antes do dia do debate, um reminder pra todo mundo (não envio confirmação de recebimento do pedido de inscrição!). Com isso, a gente tá conseguindo montar uma rede bem legal de contatos e de profissionais feras nas diversas áreas de internet no Rio de Janeiro.

Veja também:

> O que andam falando do #soumaisweb no Twitter
> Mapa do local (Ibeu Copacabana)
> Veja resultados de busca no Flickr (fotos), Qik (vídeos) e YouTube (vídeos)
> Slides pra download das apresentações que já rolaram no evento
> Se quiser saber mais sobre o curso de pós-graduação em Marketing Digital, clique aqui






Internet pra quê? (decepcionante experiência de tentar comprar carro pela web)

10 02 2010

Nunca pensei em comprar um carro. Mesmo naquela fase de 17-19 anos, quando os amigos ganham carros dos pais, outros compram, alguns se endividam até a velhice pra impressionar as gatinhas… Nem nessa época fiquei tentado.

Sempre vi carro como um gasto desnecessário. Além da grana de comprar o veículo, tem o seguro, IPVA, manutenção, combustível, “10 real” do flanelinha… Enfim, carro pra mim é igual a dinheiro jogado fora (calma, entendo que quase todo brasileiro discorda de mim, sem problemas…).

No entanto, por causa de umas mudanças recentes na minha vida pessoal e profissional, vou precisar comprar um carro (“finalmente”, alguns amigos dizem). Pois bem, a primeira coisa que fiz (note que eu sequer sei as marcas existentes – é sério – totalmente off-carro!) foi procurar nos sites das montadoras mais informações sobre os modelos e valores.

O tipo de carro que mais me atraiu é o semicaminhonete (em alguns sites chamam de SUV, embora não faça ideia do que isso significa). Esses veículos não são particularmente baratos…

Naturalmente, por esses e outros fatores, achei que a melhor coisa que poderia fazer era pesquisar nos sites. Além de muitas imagens e vídeos, imaginei a vantagem de customizar o carro, brincar com os acessórios (tirando e colocando coisas opcionais), mudar cor e, acima de tudo, me parecia lógico pensar que o preço seria menor on-line e que eu teria um atendimento melhor.

Decepção total.

No podcast você vai ouvir um pouco de como foi a experiência em cada site. Acho que mandei pedido (sério, verdadeiro, com dados reais etc.) para todas as montadoras entrarem em contato para efetuar a negociação e, eventualmente, a venda. NENHUMA me respondeu no prazo de cinco dias úteis (não vou esperar mais, claro…).

Fiquei surpreso com o site fraco de algumas, os problemas de acessibilidade e o fato de que todas as montadoras acham que todo mundo conhece cada modelo a fundo! Tem site que sequer segmenta o veículo (esporte, pick-up, passeio), nem explica por que um modelo custa 50 mil e outro 52 mil (do mesmo carro, mesmo ano…)!

Por isso o título da coluna (Internet pra quê?). Poxa, por qual motivo a empresa gasta com internet, investe em infra, pessoal ou imagem e, na hora de VENDER, ganhar dinheiro, os caras desconsideram solenemente o e-consumidor. É melhor não oferecer esse serviço (customização do carro seguida de ‘peça uma proposta ao revendedor’). Ao menos não irá levantar expectativas que, quando não cumpridas, acabam com a percepção da marca e a credibilidade/confiança dos esforços de comunicação da empresa…

Bem, aos amantes, dependentes e consumidores em geral de carros, acho que vale usar seus próximos cinco minutos ouvindo o podcast.

Sites analisados:
Volkswagen
Fiat
Ford
Renault
Honda
Toyota
Chevrolet – No Safari deu bugs diversos e no FireFox sequer abriu a opção de montar o meu veículo!
Chrysler
Chana
Kia – Minha escolha!
- Sobre a Kia (em matéria da revista Época)

Post originalmente publicado na minha coluna no Nós da Comunicação.





Podcast – FormSpring: meus pitacos sobre a ferramenta

6 02 2010

Em meados de dezembro (talvez por uns três dias…) muito se falou sobre o FormSpring. Blogs e perfis no Twitter discutiam a ferramenta e muitas novas contas foram criadas. Eu também soube do FormSpring via Twitter e decidi experimentar.

Apesar de ser, majoritariamente, para relacionamento pessoal e entretenimento (e não há o menor problema nisso, totalmente normal), parte dos usuários dá foco mais profissional às interações. Um dos perfis de que mais ouvi falar é o do César Maia (ex-prefeito do Rio de Janeiro) e acho que realmente é um exemplo bacana. Ogoverno de São Paulo também está por lá, além de – claro - Bruna Surfistinha.

No podcast trato disso e falo um pouco sobre como acho que a ferramenta poderia ser utilizada, entre outras coisas. Para ouvir, clique aqui.





Podcast – Conveniência: sucesso do conteúdo multimídia

6 02 2010

Você já deve ter percebido o aumento na quantidade de conteúdo em áudio e em vídeo por aí. Mais que isso, a cada dia aparecem novos serviços também (como o 12seconds, o próprio Gengibre, entre outros). Os números que evidenciam essa tendência inevitável são muito impressionantes. O YouTube, por exemplo, tem mais de 1 bilhão de visualizações diárias – quase 700 mil por minuto! Fora isso, o mercado é promissor: espera-se que só a área de streaming movimente, sozinha, quase US$ 80 bilhões até 2015…

Como não poderia deixar de ser, aqui no Brasil a gente está sempre muito “saidinho” em relação à internet. Mais da metade dos nossos internautas confia em anúncios em vídeos on-line (54%, contra a média mundial de 37%). Iniciativas como o recente trabalho do Multishow (por exemplo, com o Planeta Atlântida ou o show do RadioHead) e do Terra (que teve quase meio milhão de web-espectadores no Brasil x Argentina do Mundial sub-20) mostram um pouco do que grandes players estão fazendo para apostar nesse tipo de conteúdo.

Naturalmente, há diversos fatores que explicam o crescimento do consumo e da produção de conteúdo multimídia. É sobre este assunto que trato no meu podcast – no Gengibre do Nós. Estou fascinado com esse movimento e coloco um pouco da minha visão neste áudio (nossa, até me confundiu os sentidos!).

Ficaria feliz de ouvir/ler o que você pensa do assunto e como você (ou a empresa em que atua…) está se preparando para esta onda.

Espero que gostem do PODCAST > ‘Conveniência: sucesso do conteúdo multimídia








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