Minha tentativa de entender *que diabos é relevância!*

18 09 2009

Em homenagem a um dos primeiros virais em vídeo da web, também é válido começar dizendo que essa minha proposta de categorização/definição dos tipos derevelância e como escolhemos o que é ou não relevante pra gente, é totalmenteempírica e embrionária. Ou seja, não é nada cientificamente estudado ou validado. Trata-se de um mero punhado de conceitos que me pareceram fazer muito sentido quando comecei a tentar entender como os usuários de redes sociais consideram o que entra ou não em seu próprio filtro social > como escolhemos o que é relevante pra gente?

Estimulado pelos últimos papos sobre o tema (como a troca de ideias na minhapalestra no planetário, os pensamentos do Nepomuceno e do Roney o debate que levantei no Gengibre etc.) comecei a pensar em quais atores (pessoas, marcas, empresas…) eram relevantes pra mim, e como eu classificava e utilizava a interação com eles.

Para isso, além de ler um bando de coisas e visitar vários sites, analisei o meu próprio Twitter (quem eu sigo, quem eu RT, o que coloquei nos meus favoritos) e o que tenho no meu escritório (tipo – livros, CDs e DVDs, folhas impressas e outros objetos). Antes de passar para o próximo parágrafo, é legal explicar que essa ideia de analisar os objetos do escritório veio porque percebi que muito do que estava ali eu adquiri por influência/sugestão de alguém que está no meu filtro social (ouça o áudio sobre “relevância no meu escritório”).

Com essa breve análise, tentei categorizar o conceito de relevância da seguinte maneira:

• Relevância Pessoal – são atores que me influenciam, me atraem de alguma maneira na minha vida pessoal. Com essas pessoas eu troco (ou simplesmente consumo) ideias sobre aspectos como relacionamento com amigos, diversão (cinema, leitura, lazer em geral, viagens etc.), updates pessoais (“fulano tá trabalhando naquela empresa”, ou “ciclano se casou”…). O Orkut faz um pouco esse papel de foco em relacionamento interpessoal. No Twitter, por exemplo, sigo o@almanaque, por dar dicas de cinema e seriados que me ajudam a ficar a par desses dois temas.

• Relevância Profissional – aqui eu incluo atores que considero importantes pelos inputs que têm na minha vida profissional, ou seja, que contribuem com aspectos diversos relacionados especificamente ao meu trabalho. Por exemplo, sigo o @eMarketer exclusivamente pelas informações que eles passam sobre o mercado de internet no mundo.

• Relevância Instrumental – essa categoria diz respeito àqueles atores que incluímos em nosso filtro social por um período determinado de tempo e com um propósito objetivo (ainda que esse propósito seja “avaliar” a pessoa/empresa). Atualmente, por exemplo, estou seguindo quatro empresas “caçadoras de tendências” para ver o que elas falam sobre produtos e tecnologias verde. Depois que coletar as informações que preciso, provavelmente irei descartá-las de meu filtro.

„« Faça você mesmo 🙂

Se você parar agora, por uns cinco minutos, e pensar em dividir os atores que considera influentes em sua vida, vai chegar a uns insights bem interessantes. Uma das coisas que vai notar, por exemplo, é que nos dois primeiros tipos (pessoal e profissional) o ator de relevância tende a ser mais permanente no seu filtro, enquanto que quem está categorizado como “instrumental” pode ir e vir, dependendo das suas necessidades naquele momento.

Talvez perceba, ainda, que há atores que estão na nossa lista e aparecem em mais de uma categoria. O Paulo Rodrigo, por exemplo, é um grande amigo, trabalhamos juntos em diversas ocasiões, damos aulas juntos, temos muitos colegas em comum etc. (relevância pessoal) e ele também fala coisas muito valiosas sobreMarketing de Busca e Marketing Digital (relevância profissional).

Quando fizer esse exercício mental (e/ou analisar o seu Twitter e Orkut), você ainda vai notar que os atores que você incluiu no seu próprio filtro social também podemmigrar de uma categoria pra outra. Quando comecei a me viciar em redes sociais, conheci algumas pessoas (@cristianoweb, @pathaddad, @lebravo e tantos outros) que me interessaram profissionalmente, a priori. Ao longo do tempo, conforme as conhecia, naturalmente eles foram entrando – também! – no grupo de relevância pessoal.

Por fim, além dessas constatações, percebi que alguns atores passam direto do “anonimato” para uma das duas categorias mais permanentes, enquanto que outros podem entrar em nosso filtro por uma razão pontual e, eventualmente, “convertemos” ou não esse ator como um participante mais sólido no nosso círculo pessoal de relevância. Nesse caso, acho que posso citar o @digitalbranding. Inicialmente, o incluí por ele falar muita coisa bacana de marcas no Brasil e no mundo (e eu estava pesquisando sobre esse tema para um artigo). Ou seja, a ideia era meramente pegar um pouco do que ele falava, sugeria etc. e that was that. No entanto, com o tempo, passei a me identificar com suas ideias sobre Marketing e Marketing Digital de uma maneira mais abrangente, e não mais somente em relação a Branding… (nesse momento, ele estava sendo adicionado ao rol de Relevância Profissional – e não sairá mais, o cara manda bem mesmo).

„« Explicando o tesão todo no tema “relevância”

Essas questões que envolvem o tema relevância têm me atraído demais, pois acho que é esse conceito que irá derrubar o poder da mídia tradicional e a influência das grandes empresas que, até o momento, conseguem comprar reações pré-determinadas de seus stakeholders com muita grana. Faz sentido falar isso se você pensar que o Google é o Google por que suas sugestões de resultados de busca são baseadas em… relevância!

Essa mudança do valor da relevância é um caminho sem volta. Atualmente confio em uma pessoa (marca, produto, serviço…) que eu realmente acho interessante a ponto de permitir que este ator entre no meu filtro social. Antes, de certa maneira, éramos quase que obrigados a engolir ideias que eram mascaradas por uma enxurrada de mensagens empurradas pela nossa goela. Fora isso (essa competição desigual por atenção) havia poucas opções ao nosso alcance…

Não é que O Globo, a Veja etc. tenham perdido toda a credibilidade (não necessariamente rsrs). O fato é que eu agora tenho acesso a milhares e milhares de outras fontes, tenho muuuuuito mais opções a um (ou poucos!) cliques de distância. E aí, nesse universo extremamente lotado de possíveis produtores de conteúdo, qualquer simples mortal pode competir com os gigantes (ex)intocáveis, desde que crie e respeite o conceito de relevância dentro dos ambientes sociais nos quais está inserido (vale ver a historinha da GoogleZon).

Vou ficar por aqui, mas gostaria MUITO de ouvir o que você pensa sobre esse papo todo de relevância. Apesar de estar ainda brincando com o conceito e levantando certas hipóteses, uma coisa é muito certa: relevância é o ativo mais valioso de agora e dos próximos anos, de maneira que me interessaria bastante entender o que é relevância para você (comente aqui mesmo na coluna – olha aí embaixo – ou então coloque seu recado no Gengibre).

See you in another life, brotha
(Desmond, no Lost)

Anúncios

Ações

Information

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s




%d blogueiros gostam disto: