Experiência da Marca – caso do Camarote Brahma (eu fui!)

21 02 2010

Há uns meses li em um livro (please, não me cobre qual livro – são 4 da matina, thanks) que branding é o processo de pegar um consumidor que desconhece uma marca (ou não se interessa / não liga) e transformá-lo em um advogado ou defensor (da marca, produto, serviço). Pois bem, acho que entendi melhor o que isso significa depois da experiência de hoje no Camarote Brahma.

Cheguei na “concentração” do camarote umas 22h. Antes mesmo de entrar em qualquer fila ou mesmo pegar credencial, já estava meio emburrado… Odeio carnaval, tava super cansado (trabalhei o dia todo!), tava semi-resfriado, não curto esses ambientes de artista/celebridade etc e, além de tudo, não sou lá nenhum fã de cerveja…

Aos poucos, esses sentimentos e impressões negativas foram mudando. Pra começar, a organização do credenciamento (foi no Porcão Rios – um restaurante super badalado do Rio) estava impecável. Honestamente? Acho que nunca vi um credenciamento de convidados/imprensa tão bem azeitado: a fila andou rápido, muita gente acessível pra orientar sobre os próximos passos, tudo com segurança, computadores, foto, crachá… só sei que em menos de 10 minutos (isso mesmo – 10m) eu tava de camisa da Brahma, pulseirinha VIP e entrando no ônibus que levava os convidados ao sambódromo (ah, de quebra, ainda ganhei um par de havaianas de brinde – pedi no. 36 e a minha gatinha foi quem se deu bem nessa).

Chegando lá na Sapucaí, mais sinais positivos: havia umas três pessoas recepcionando quem descia do ônibus. Olhei em volta e vi > um lounge com sofazinho e puff pra relaxar, um restaurante (exato, um restaurante com buffet e comida verdadeiramente boa), um bar (e aí rolava chopp, Brahma Black, snacks etc), um fumódromo (powered by Dunhill, da Souza Cruz) e zilhares de geladeirinhas carregadas de latinhas (de Pepsi, Guaraná, cerveja etc), além de água, Ice Tea e Gatorade. Tudo muito limpo e organizado.

Comecei a andar pela área fazendo uma espécie de reconhecimento. Aqui vale um parêntesis – pros solteiros, o local era o céu. Não só pela bebida infinita, mas pq certamente aquele era o lugar com mais pessoas lindas (homens, mulheres, altos, magras, coroas, modelos, jiu-jitsers… pra tudo quanto é gosto) do planeta depois da Mansão Playboy. Mas, pra mim, havia outro santuário – um localzinho com três laptops com internet megafast e quatro TVs de umas 40 polegadas passando de samba até Ultimate Fighting (essa área era powered by Net) #iamnerdyes.

Depois de pegar umas águas sentei ali e comecei a tuitar. Bem, não sou muito de ficar descrevendo eventos ou “cobrindo” atividades. Talvez só faça isso no #SouMaisWeb por motivos óbvios (aliás, o próximo evento é justamente sobre eBranding, de repente vale abordar o case lá). Fato é que postei quase 60 twitts em umas 4h. Achei até que poderia ter perdido seguidores por encher o saco falando só de camarote Brahma (com direito a umas tiradas de onda etc) mas, pelo contrário, ganhei 20 seguidores novos!

O bacana é que, relendo meus posts, dá pra perceber direitinho como a experiência que a marca proporcionou foi fazendo efeito. Meu primeiro twitt foi meio “legal, mas só tem gente estrela / celebrity wannabe”. Lá pelo quarto ou quinto post já tava querendo beber, mesmo sem gostar tanto de cerveja! E aí a coisa começou a fluir

De fato, me chamou muito a atenção a estrutura, organização e serviços oferecidos. Isso, somado às pessoas (que de lindas e marrentas passaram a ser lindas, gente boa e interessantes rsrsrs) e às interações que travei pelo Twitter, foi tornando o momento bem prazeroso e divertido. Alguns colegas perguntaram sobre minhas skills no samba, outros ficaram com a boca seca por cerveja, alguns se mostraram sambistas viciados, e teve até seguidor que ficou de olho grande rsrsrs! E, claro, sempre tem aqueles que desafiam a morte em troca de diversão ilimitada…

Bem, em certo momento passei a tentar acompanhar o trabalho do pessoal do Twitter @camarote_n1. Eles (na verdade, elAs, eram umas três meninas eu acho) começaram meio tímidos, mas tb foram pegando no tranco e encheram a timeline com muita foto bacana, detalhes sobre os shows e acabaram conseguindo passar um pouco da emoção e do calor que rolava no camarote aos seguidores. Quando comentei que eles poderiam ter chamado blogueiros pra dar um enfoque diferente ao evento, eles logo trataram de dizer que haviam, sim, convidado alguns e até pediram dicas de quem poderia ser chamado no futuro (sugeri o Pedro Cardoso e o Roney, por exemplo). Achei bacana essa abordagem próxima e humilde de interagir com outros tuiteiros. Em uma ocasião, a @aquelaq cometou sobre uma foto tremida e eles responderam na boa (e com razão, eram 2000 pessoas, todo mundo pulando, brincando, não dava pra pegar ninguém/nada parado!).

Eu, claro, tratei de mexer meus pauzinhos (calma, pessoal, sem sacanagem…) e logo logo descobri uma das twitteiras. Fui seguindo a menina até os tais containers de imprensa e, não satisfeito em invadir o Press Room, ainda forcei a dita cuja a tirar uma fotinho comigo rsrsrs. Pela minha expressão de alegria acho q já dá pra dizer que o branding experience funcionou, né? 😉

O pessoal que cobriu o evento pelo perfil do Camarote Brahma tb tá de parabéns. Souberam postar conteúdo relevante pro público-alvo, interagiram muito (e muito bem) com quem falava com eles, ouviam críticas (talvez o mais importante e mais difícil nas redes sociais…), aceitavam sugestões e até atendiam a pedidos (isso vai acostumar mal o pessoal pro próximo carnaval hein… já tô até com listinha horripilante de pedidos aqui comigo!). Eu cheguei a procurar como as outras empresas/camarotes estavam agindo nas redes sociais. Honestamente, não consegui pescar nada de interessante (nada!), o que é uma pena, já que tá todo mundo aprendendo junto e postar uma coisinha ou outra, uma foto aqui e outra ali, é muito melhor do que nada (sem mencionar que é muito mais bacana e respeitoso com os clientes e tietes…). Me surprendeu ver que a Devassa, concorrente direta, não tinha nada próprio nas redes sociais (se tinha foi tão mal planejado q nem o Google pegou…).

Bem, quando o cansaço foi batendo, fiquei um pouco preocupado com a volta. Achei que ia ser aquele inferno… ledo engano. Rolava ônibus voltando pro Porcão Rios a cada 10 ou 15 minutos e, como se não bastasse, lá do Porcão até em casa os caras ainda pagaram taxi. Por alguns minutos cheguei a desejar ter mais momentos de celebrity na minha vida!!

Ah! Claro, já ia me esquecendo… do camarote dava pra ver as escolas de pertinho, mas tava tão bacana o ambiente off-sapucaí (shows, musica bacana, ar condicionado, bebida e comida à beça etc) que eu nem parei dois minutos pra ver a Mangueira e as outras entrando (sim, tinha que falar uma besteirinha dessa rsrs).

Enfim… excelente o trabalho de branding da Brahma. Realmente fez diferença. Até posso continuar preferindo vodka, mas sempre que a vontade de cerveja bater, é certo que eu vá optar por Brahma e, talvez, isso ainda me remeta aos momentos divertidos do camarote por uns bons anos…

Sei que sou chato pra caçamba, super crítico em relação a ações de marketing, aponto falhas quando existem, mas também saliento cases positivos quando valhem a pena. E, neste caso, a Brahma tá de parabéns. O Camarote Número 1 foi nota DEZ e me converteu totalmente, fantástico! 😉

Pra finalizar, lembro que tava conversando com dois amigos em um almoço na semana passada sobre o investimento mega que essas empresas fazem no carnaval, com os camarotes etc. A conclusão do almoço foi que era loucura gastar tanto dinheiro com isso, que não dava retorno e tal. Bom, fiquei até 5 da madruga fazendo esse post e mais duas horas agora de manhã colocando links etc. Além disso, postei dezenas de coisas no Twitter (fora os diversos posts que troquei com followers!) e ainda tô aqui mega empolgado analisando a abordagem no Twitter, o marketing e o branding dos caras… e aí, você me diz – vale a pena ou não o investimento?


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21 responses

21 02 2010
Marcella

O investimento é muito válido. O Branding experience atualmente é muito importante para a conquista de fidelização de usuários sem dúvida. Em um mercado onde todo dia surge uma nova marca de cerveja ou variações (bock , cristal, etc…) conquistar o consumidor com ações legais como essa geram um retorno grandes, mesmo que a médio/longo prazos. Gostei bastante da sua abordagem Nino, principalmente porque acompanhei seus twitts pela madruga e deu pra perceber a sua empolgação (no bom sentido claro!) com esta ação da Brahma. Ah! E eu adoro cerveja! Espero que ano que vem eles me convidem tbm, acho que a experiência de usufruir também é importante =) Parabéns pelo post!

21 02 2010
Nino Carvalho

Oi Marcella! Valeu pelo comment!
Fiquei surpreso sim (até pq a experiencia me deu vontade de cerveja – nao ha sinal maior de sucesso rsrsrs).
Fico feliz de voce ter gostado e tenho certeza q na proxima, já q essa vez foi sucesso, eles vao ampliar essa cobertura. Tomara que coloquem Flickr, YouTube, chamem blogueiros e tal… vai mega-multiplicar o impacto positivo da marca no meio social e entre os jovens…
bjs e até,
@ninocarvalho

21 02 2010
Vanessa Little - @Aquelaq

Como já havia inclusive twittado no twitpic (http://twitpic.com/14g9pi), não bebo cerveja, mas sempre tive uma boa relação com a marca. Eu também sou muito crítica se tratando de ações de marketing e branding (Sou+Web vem aí! \o/) e por isso me interessei por sua abordagem e acabei dando vários pitacos para eles. Obrigada por me sitar no post. Q honra…

Que bom que de alguma forma cooperei no processo da ação, tanto que mudaram a câmera, pois o problema não era se estava tremido apenas, mas a qualidade, a resolução (abstraí até q tinha uma com dedo na lente :P).

Creio que grande investimento foi também no patrocínio da Grande Rio, Escola que conseguiu chegar ao segundo lugar e que elevou o camarote da Brahma como mais um ícone do carnaval na Sapucaí (enredo da agremiação), ao dizer em seu samba: “Vibra arquibancada, explode O camarote nº 1” Além de todas as alusões à marca.

Nino, parabéns pela “cobertura” inteligente e principalmente pela oportunidade de mostrar que não é só de fofoqueiros e ávidos por celebrities que é composto o público alvo.

23 02 2010
Nino Carvalho

Oi Vanessa, tudo bem?
O que achei bacana do seu comentário foi a associação da Brahma com a Grande Rio. Essa é mais uma evidência do sucesso da ação deles, legal!
bjs
@ninocarvalho

21 02 2010
Cristiano Santos

Belo (imenso) post!!
Não só por passar aos leitores sua experiência de um “Case de Sucesso”, mas acima de tudo, por mostrar, na prática, que diabos é BRANDING!
Há muitos profissionais por aí que fazem Identidade Visual e acham que isso é Branding. É muito mais do que isso. Reconhecer uma marca pela sua logo ou parte dela, faz parte desse universo que o branding abrange.

Para mim o “case” foi um sucesso pelo simples fato de contagiar e cativar em alguém a kilômetros de distância do público-alvo desse produto. A Cerveja! Na sua narrativa você mostrou que suas referências e gostos batiam completamente de frente com a ação e mesmo a assim a estrutura, planejamento e execução fez com que você reconhecesse o valor daquele produto e o desejou. Tenho certeza que você defenderá a marca e agirá como advogado da mesma, e isso é Branding!

Parabéns para a equipe de planejamento de marketing da Brahma pelo incrível evento e foi muito incrível ver a sua empolgação na narrativa! Rolou até uma incorporação ao meu estilo “mega consolidado” do #soumaisweb, adorei!

Abraços mestre!
😉

21 02 2010
Raphael Crespo

Fala, mestre!
Como eu disse no próprio tweet que você linkou aí no texto, já fui ao camarote da Brahma. Na verdade, passei cerca de 1 hora lá dentro, há uns seis, sete anos. Eu cobria o Carnaval pelo JB Online e, após horas na concentração das escolas, fui para o camarote só para dar uma descansada e comer (e beber) alguma (muitas) coisa(s).

Realmente, é uma experiência fantástica estar no camarote da Brahma, principalmente quando se gosta de cerveja, como eu! : )

E o que mais me chamou atenção no seu texto, na verdade, foi o último parágrafo.

Eu acho, sim, que vale muito a pena a empresa gastar rios de dinheiro em eventos, como faz a Brahma no Carnaval.

Nós, que meio que respiramos o mundo digital, as novas mídias e redes sociais temos sempre que ter consciência de que vivemos o presente e o futuro, mas que o passado das grandes mídias, ações de publicidade, etc, ainda está muito presente na vida dos consumidores, sim (na verdade, mais presente, ainda, do que o mundo digital), e também estará presente no futuro, talvez em menor escala.

Gastar milhões em um camarote ou num anúncio durante o Fantástico e o Big Brother atinge muita gente e vale a pena, sim. Não acredito numa conversão completa para o mundo digital, mas numa integração entre os mundos.

O pulo do gato, hoje em dia, é saber fazer essa integração. E, ao que me parece, a Brahma fez bem, algo que a Devassa, pelo visto, fez de forma totalmente desastrosa, primeiro com a tal ação #bemmisteriosa e depois por não ter qualquer presença online.

Ah, e sobre uma das meninas responsáveis pelo twitter da Brahma, essa que aparece na foto contigo é a Bianca Leão! Trabalhou comigo lá na Arteiras.

Abs!

23 02 2010
Nino Carvalho

Mestre @raphacrespo,
Excelentes colocações!

O bacana foi sua observação sobre a complementaridade dos ambientes on e offline. Honestamente, todos nós (eu inclusive, claro) que trabalhamos com internet, temos a tendência natural de focar só no digital. Esse tipo de ação integrada, como voce disse, dá um peso mega absurdo à mensagem e ajuda a organização a atingir os objetivos.
Quanto à menina, Bianca, é ela mesmo! rsrsrs

Abracos e thanks,
@ninocarvalho

22 02 2010
Toni Carvalho

Cara você foi picado pela mosca azul da Brahma… é um fenomeno essas ações!

23 02 2010
Camila Gadelha

Gostei muito de ler seu relato. Acho que as marcas ainda aproveitam pouco esses camarotes, que apesar de serem direcionados a um público bem selecionado, podem e devem ser utilizados como parte de um branding experience para um grupo maior de consumidores.

Esse twitter do camarote é uma boa ferramenta, mas imagina um live streaming com algumas celebridades? Um blogueiro fazendo entrevistas? Uma blogueira de moda tirando fotos dos looks de customização dos abadás, etc. e jogando no twitpic?

Levar o consumidor para *dentro* desse ambiente altamente exclusivo – de forma virtual – pode fazer com que a experiência não se limite só a quem está por lá. Afinal, um investimento desse tamanho merece gerar um ROI mais altinho né? hehe.

Parabéns pelo blog!

23 02 2010
Nino Carvalho

Camila,
demais suas idéias > live streaming, entrevistas com blogueiros, coberturas customizadas… acho que se isso tudo “passar” no crivo legal, ou seja, se for permitido nos contratos de imagem etc, a Brahma poderia adotar e correr pro abraço.

Na verdade, esse post e, principalmente, os comentários, gerou tanta idéia bacana que vou passar pros conhecidos que têm acesso à assessoria da Brahma. Com a cabeça boa que a empresa tem (haja vista o investimento pioneiro na cobertura online), aposto que eles receberão esse monte de sugestão bacana de braços abertos 🙂

bjs e thanks
Nino

23 02 2010
Roney Belhassof

Ó… Em primeiro lugar finalmente entendi o que é branding!! Feliz é quem tem um professor como vc, viu?

Em segundo lugar… Acho que vou beber uma cerveja, vai ser a marca que tá na geladeira, mas amanhã vou provar uma Brahma para comparar 😉 Se eles conseguiram te empolgar tanto é pq o negócio é muito bom mesmo!

Isso me leva ao terceiro ponto: Ai Brahma, meus leitores não bebem cerveja! Me chamando para o ano que vem vocês vão ganhar muitos novos evangelizadores! 😉

Em quarto lugar… Quando a Devassa fez aquela propaganda teaser com a Paris Hilton eu logo achei que eles não sacavam de redes sociais, a cerveja deles já não me encantava, depois da propaganda não melhorou e o vacilo da ausência no carnaval passa a fazer sentido.

Em quinto lugar, muito obrigado por me citar para as moças lá 😉

Em sexto e último sou um chato com eventos vip, mas a sua descrição mostra que eles fazem de uma forma que todo mundo se sente igual e até eu simpatizei com a ação!

28 02 2010
Nino Carvalho

Mestre Roney!
Prazer ter comentário seu no blog. Mais prazer ainda é ter te ajudado de alguma maneira a entender o que é branding!

Eu fiquei com essa msm curiosidade > experimentar Brahma. Claro, já tomei essa e outras tantas marcas de cerveja, mas sem “reparar” direito o que é cada uma. Acho que agora talvez eu fique mais atento a estes detalhes.

Quanto às suas observacoes da Devassa, hoje no Twitter o @viniciuscosta postou uma chamada horrivel dos caras, sacaneando loiras… eles tao dando mancada atras de mancada… mesmo com os zilhoes no bolso, os criadores da cerveja Devassa deveriam estar semi-decepcionados com a nova owner do produto… enfim…

Valeu pelos minutos que voce passou aqui e pelo comment!

Abc
@ninocarvalho

23 02 2010
Graça Taguti

Hoje no Gengibre ouvindo a fábula da neblina pensei tipo “eureka” não dá pra se dar murro em ponta de faca. E ponto (eis o ditado das nossas avós) Ou seja as coisas, pedras, desafios, obstáculos existem e aí me vem à mente um verbo “chique” que é “tergiversar”. Andar pelas tangentes, beiradas, sair de banda qdo os ursos se aproximam e intuir que até no meio de um fog brabo, dá pra se jogar um farol em cima e clarear o ambiente. Que nem a gente, aliás, quando usa a inteligência emocional pra alquimizar o “fel” em “mel”. A troca simples de duas letras muda tudo no sabor dessa história. De um extremo ao outro. Coisas de paroxismos, Odeio carnaval, odeio climas junk-vips, odeio posturas fake de camarotes… até que eu, Nino, vivencio esta experiência que adjetivo de “encantadora”. Ao invés de olhar a Brahma de esguelha, preconcebê-la, prejulgá-la, engessa-la, em velhas e mofadas acepções e … desbotar todo o resto da conversa.. O incrível nessa historia toda do Case Camarote, foi a tal troca de palavras que se processou na cabeça do meu amigo Nino partindo da “da “antipatia” pra “simpatia” -eis aqui a magia da sutil e progressiva construção de um branding, bem feito nos mínimos detalhes, pra deixar você embriagado aproveitando a metáfora) pela sedução da marca. Agora, também me lembrei de um livro que li faz anos, do Daniel Goleman ” Mentiras essenciais, verdades simples: a psicologia da auto-ilusão”.A história tem a ver com estas digressões e ilações minhas que deixei correr à solta neste post. Ou seja: se eu encerrro alguém, um produto, uma pessoa ou marca em uma moldura, (em francês fica bonito: em um “passe par tout)” eu passo a viver minha vida, meus conceitos preconceitos e assertivas dentro de um espaço ínfimo, confinada em um quadro de “certezas” delimitado pela tal moldura. E é assim que a gente faz, rotula facilmente coisas e grupos sociais, para não quebrar nossas afirmações tão paradigmáticas e …frágeis. Taí um caso de paixão entre consumidor e marca, jamais concebido antes. Porque o bom branding, como num flerte que se inicia, vai como diz a gíria -“cercando o lourenço aos poucos”. Com serviços, atendimento. Qualidade, customização. Você passa a ser visto e tratado como alguém único, num belo e singular exemplo de Mkt One to One que a Brahma fez com você, Nino. E aí tudo que for bebida alcoólica, voce vai continuar achando um porre. Menos ela, a loura geladíssima mas amorosa que te conquistou como uma marca-gueixa no mercado de consumo. Tim-tim pra você. Vamos brindar esta grande e ao mesmo tempo prosaica sacada sua. Abaixo as ressacas da concorrência! E tenho dito (ou bebido, sei lá, rs) Bjs abstêmios (a propósito, hahaha)

23 02 2010
Vinicius Costa

A Devassa… Cara, tantas possibilidades de se explorar essa marca, e ela é bem aceita pelo público, diferente da Nova Schin que não consegue se livrar do estigma de ter gosto de urina. Engraçado, a tal campanha do cervejão da Schin não estava funcionando e o que eles fizeram? Botaram a Ivete Sangalo pra cantar, mas acho que vai continuar sem convencer…
A Devassa não precisava nem usar mídias sociais pra ter sucesso, e Devassa por Devassa, era melhor ter aproveitado a Madonna que estava no Brasil, não? #standupbr
Mas vamos supor que fosse obrigatório usar a internet. Eu iria preferir investir em blogs respeitados no meio das pessoas que bebem cerveja do que em uma tag no Twitter. Sério, todas as campanhas feitas no Twitter me parecem amadoras DEMAIS… As pessoas só contam “hits”, “mentions” etc… Cadê a conversão? Quem me garante que toda vez que usaram a tag foi pra falar bem do produto?

Vejo blogs como o Papo de Homem que possuem uma conversão altíssima (basta ler os comentários nos posts), que realmente influenciam seus leitores… Mas as agências ainda optam por chamar Kibelocos da vida, só pra ter zilhões de acesso e 0,1% de conversão… E nesse amadorismo as empresas começam a achar que nem vale a pena investir na internet.

Mas enfim… Curti a campanha da Brahma, mesmo porque não foi massante, foi apenas um complemento da experiência real que eles estavam proporcionando. Mostrou que estava presente, mas de forma sutil eu diria…

Acho que o grande lance é esse… Como o Raphael falou, é mesclar os dois e não fazer apenas para internet que só gera burburinho ali na rodinha e não converte quase nada… A maioria das ações online fica sempre naquela mesma rodinha de blogueiros amigos, um elogiando o outro e tudo fica por isso mesmo. Basta ver o “sucesso” que foi o #PortoCainaRede (hahahahah, não tive como resistir, sempre gosto de usar essa ação como péssimo exemplo do uso das mídias sociais, ou alguém ficou com vontade de ir pra Porto de Galinhas?).

28 02 2010
Nino Carvalho

Vinisan, mestre dos bonzais, concordo com voce e acho que ficou bem claro a falta que faz investir mais em blogs.

Nao vou nem mencionar a questao da conversao pq isso é tao basico que me enoja a perpetuacao da preferencia por volume (Kibeloco, Terra, Fantastico etc) à qualidade. Internet taí pra isso, nao fazer uso dessa sacada é entrar duas vezes na fila da mediocridade.

Valeu e abc
@ninocarvalho

23 02 2010
Rodrigo

Pode me convidar para fazer uns #qiks ao vivo também, porq não?! Eu aprovo e sempre comento também sobre eventos que sou convidado e curto… Case que fui do Nokia Camp em Sampa no final do ano passado, já amante dos aparelhos da Nokia, fui ainda mais fisgado com a marca. Fiz um big post, vários vídeos no qik, twittei a beça, além de conhecer outros grandes blogueiros do meio “telecom” que sempre estão ligados em novidades…

Números de retorno do que eu criei e compartilhei na rede sobre o evento:

Views de todos os vídeos pelo #qik: 700 views
Views do post no blog: até agora 450 views
novos seguidores no twitter: subi de 850 p/ 888

Parabéns Nino pelo post, mostrando e comprando que o investimento é válido quando é bem feito e bem organizado! E para quem continua errando, possa aprender com esses grandes cases de sucessso!

*Não é jabá, porque eu tb não ganhei nada da Nokia, pelo contrário, paguei passagem e não ganhei celular lá!!! 🙂

23 02 2010
@lebravo

Eu acho o seguinte: são 20 anos (VINTE!!!) fazendo o camarote da Brahma, sério, se fosse algo diferente disso seria incompetência.

E achei muito bacana terem pego vc pra ir, confesso que se fosse eu, só se tivesse muuuuuita certeza que seria foda!

🙂

Bjos meu amigo e parabéns pela cobertura.

28 02 2010
Nino Carvalho

Curto e na lata: 20 anos com esse sucesso e a evolução pro ambiente digital foi mera consequencia… isso aí!
Abc
nino

23 02 2010
Renata Fern

Oi Nino!!!
Nunca estive no camarote da brahma, mas sempre ouvi falar muitíssimo bem! Quem não bebe geralmente não vê com bons olhos eventos patrocinados por cervejarias. Fica sempre aquela ideia de que encontrará um bando de bêbados inconvenientes quando na verdade não é isso que a marca quer passar. A marca não quer estar associada a pessoas beberronas, com problemas alcoólicos ou que tenha qualquer comportamento que degrina a marca e tal. A inclusão digital talvez esteja servindo mais do que nunca pra explorar essa parte de ‘comportamento inteligente’ em todos os aspectos. O seu post desencadeou várias ideias e todas muito válidas, no momento em que lia o seu post até pensei em algumas ideias que a Camila Gadelha já citou, enfim.
Ótima percepção!
Beijo da Renata,
Que adora uma cervejinha e que um dia adoraria ir pro camarote da brahma como blogueira convidada tb!
🙂

15 03 2010
Rodrigo Chagas

Gostei muito deste seu post sobre o camarote da brahma. Eu não tinha idéia da dimensão da estrutura que envolvia para elaborar um camarote em pleno carnaval carioca. Eu também sempre fui muito crítico das ‘gastanças’ sem fim, mas pela descrição do seu ‘delicioso’ post, fiquei com água na boca… babei… deu para perceber que o projeto da divulgação da marca foi muito bem planejado e que no final, a marca sai incrivelmente fortalecida pelo ‘experience’. Este é o real valor do Branding. =) show de bola, mestre.

21 03 2010
Leo Bragança

Cara, vc não é chato. Vc é exigente. Vc não é exigente. Vc descobriu que a internet te dá voz. Você não descobriu que a internet te deu voz. Você descobriu que todos nós temos voz. Você não descobriu que todos nós temos voz. Você nos estimula a dar nossa própria voz na internet. Você não nos estimula a dar nossa própria voz na internet. Você compartilha aquilo que sabe que fará diferença pra vida dos outros. E daí, pra alguns você talvez seja um chato.

Mas cara, vc não é chato…

=) Abraço!

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