Experiência da Marca – caso do Camarote Brahma (eu fui!)

21 02 2010

Há uns meses li em um livro (please, não me cobre qual livro – são 4 da matina, thanks) que branding é o processo de pegar um consumidor que desconhece uma marca (ou não se interessa / não liga) e transformá-lo em um advogado ou defensor (da marca, produto, serviço). Pois bem, acho que entendi melhor o que isso significa depois da experiência de hoje no Camarote Brahma.

Cheguei na “concentração” do camarote umas 22h. Antes mesmo de entrar em qualquer fila ou mesmo pegar credencial, já estava meio emburrado… Odeio carnaval, tava super cansado (trabalhei o dia todo!), tava semi-resfriado, não curto esses ambientes de artista/celebridade etc e, além de tudo, não sou lá nenhum fã de cerveja…

Aos poucos, esses sentimentos e impressões negativas foram mudando. Pra começar, a organização do credenciamento (foi no Porcão Rios – um restaurante super badalado do Rio) estava impecável. Honestamente? Acho que nunca vi um credenciamento de convidados/imprensa tão bem azeitado: a fila andou rápido, muita gente acessível pra orientar sobre os próximos passos, tudo com segurança, computadores, foto, crachá… só sei que em menos de 10 minutos (isso mesmo – 10m) eu tava de camisa da Brahma, pulseirinha VIP e entrando no ônibus que levava os convidados ao sambódromo (ah, de quebra, ainda ganhei um par de havaianas de brinde – pedi no. 36 e a minha gatinha foi quem se deu bem nessa).

Chegando lá na Sapucaí, mais sinais positivos: havia umas três pessoas recepcionando quem descia do ônibus. Olhei em volta e vi > um lounge com sofazinho e puff pra relaxar, um restaurante (exato, um restaurante com buffet e comida verdadeiramente boa), um bar (e aí rolava chopp, Brahma Black, snacks etc), um fumódromo (powered by Dunhill, da Souza Cruz) e zilhares de geladeirinhas carregadas de latinhas (de Pepsi, Guaraná, cerveja etc), além de água, Ice Tea e Gatorade. Tudo muito limpo e organizado.

Comecei a andar pela área fazendo uma espécie de reconhecimento. Aqui vale um parêntesis – pros solteiros, o local era o céu. Não só pela bebida infinita, mas pq certamente aquele era o lugar com mais pessoas lindas (homens, mulheres, altos, magras, coroas, modelos, jiu-jitsers… pra tudo quanto é gosto) do planeta depois da Mansão Playboy. Mas, pra mim, havia outro santuário – um localzinho com três laptops com internet megafast e quatro TVs de umas 40 polegadas passando de samba até Ultimate Fighting (essa área era powered by Net) #iamnerdyes.

Depois de pegar umas águas sentei ali e comecei a tuitar. Bem, não sou muito de ficar descrevendo eventos ou “cobrindo” atividades. Talvez só faça isso no #SouMaisWeb por motivos óbvios (aliás, o próximo evento é justamente sobre eBranding, de repente vale abordar o case lá). Fato é que postei quase 60 twitts em umas 4h. Achei até que poderia ter perdido seguidores por encher o saco falando só de camarote Brahma (com direito a umas tiradas de onda etc) mas, pelo contrário, ganhei 20 seguidores novos!

O bacana é que, relendo meus posts, dá pra perceber direitinho como a experiência que a marca proporcionou foi fazendo efeito. Meu primeiro twitt foi meio “legal, mas só tem gente estrela / celebrity wannabe”. Lá pelo quarto ou quinto post já tava querendo beber, mesmo sem gostar tanto de cerveja! E aí a coisa começou a fluir

De fato, me chamou muito a atenção a estrutura, organização e serviços oferecidos. Isso, somado às pessoas (que de lindas e marrentas passaram a ser lindas, gente boa e interessantes rsrsrs) e às interações que travei pelo Twitter, foi tornando o momento bem prazeroso e divertido. Alguns colegas perguntaram sobre minhas skills no samba, outros ficaram com a boca seca por cerveja, alguns se mostraram sambistas viciados, e teve até seguidor que ficou de olho grande rsrsrs! E, claro, sempre tem aqueles que desafiam a morte em troca de diversão ilimitada…

Bem, em certo momento passei a tentar acompanhar o trabalho do pessoal do Twitter @camarote_n1. Eles (na verdade, elAs, eram umas três meninas eu acho) começaram meio tímidos, mas tb foram pegando no tranco e encheram a timeline com muita foto bacana, detalhes sobre os shows e acabaram conseguindo passar um pouco da emoção e do calor que rolava no camarote aos seguidores. Quando comentei que eles poderiam ter chamado blogueiros pra dar um enfoque diferente ao evento, eles logo trataram de dizer que haviam, sim, convidado alguns e até pediram dicas de quem poderia ser chamado no futuro (sugeri o Pedro Cardoso e o Roney, por exemplo). Achei bacana essa abordagem próxima e humilde de interagir com outros tuiteiros. Em uma ocasião, a @aquelaq cometou sobre uma foto tremida e eles responderam na boa (e com razão, eram 2000 pessoas, todo mundo pulando, brincando, não dava pra pegar ninguém/nada parado!).

Eu, claro, tratei de mexer meus pauzinhos (calma, pessoal, sem sacanagem…) e logo logo descobri uma das twitteiras. Fui seguindo a menina até os tais containers de imprensa e, não satisfeito em invadir o Press Room, ainda forcei a dita cuja a tirar uma fotinho comigo rsrsrs. Pela minha expressão de alegria acho q já dá pra dizer que o branding experience funcionou, né? 😉

O pessoal que cobriu o evento pelo perfil do Camarote Brahma tb tá de parabéns. Souberam postar conteúdo relevante pro público-alvo, interagiram muito (e muito bem) com quem falava com eles, ouviam críticas (talvez o mais importante e mais difícil nas redes sociais…), aceitavam sugestões e até atendiam a pedidos (isso vai acostumar mal o pessoal pro próximo carnaval hein… já tô até com listinha horripilante de pedidos aqui comigo!). Eu cheguei a procurar como as outras empresas/camarotes estavam agindo nas redes sociais. Honestamente, não consegui pescar nada de interessante (nada!), o que é uma pena, já que tá todo mundo aprendendo junto e postar uma coisinha ou outra, uma foto aqui e outra ali, é muito melhor do que nada (sem mencionar que é muito mais bacana e respeitoso com os clientes e tietes…). Me surprendeu ver que a Devassa, concorrente direta, não tinha nada próprio nas redes sociais (se tinha foi tão mal planejado q nem o Google pegou…).

Bem, quando o cansaço foi batendo, fiquei um pouco preocupado com a volta. Achei que ia ser aquele inferno… ledo engano. Rolava ônibus voltando pro Porcão Rios a cada 10 ou 15 minutos e, como se não bastasse, lá do Porcão até em casa os caras ainda pagaram taxi. Por alguns minutos cheguei a desejar ter mais momentos de celebrity na minha vida!!

Ah! Claro, já ia me esquecendo… do camarote dava pra ver as escolas de pertinho, mas tava tão bacana o ambiente off-sapucaí (shows, musica bacana, ar condicionado, bebida e comida à beça etc) que eu nem parei dois minutos pra ver a Mangueira e as outras entrando (sim, tinha que falar uma besteirinha dessa rsrs).

Enfim… excelente o trabalho de branding da Brahma. Realmente fez diferença. Até posso continuar preferindo vodka, mas sempre que a vontade de cerveja bater, é certo que eu vá optar por Brahma e, talvez, isso ainda me remeta aos momentos divertidos do camarote por uns bons anos…

Sei que sou chato pra caçamba, super crítico em relação a ações de marketing, aponto falhas quando existem, mas também saliento cases positivos quando valhem a pena. E, neste caso, a Brahma tá de parabéns. O Camarote Número 1 foi nota DEZ e me converteu totalmente, fantástico! 😉

Pra finalizar, lembro que tava conversando com dois amigos em um almoço na semana passada sobre o investimento mega que essas empresas fazem no carnaval, com os camarotes etc. A conclusão do almoço foi que era loucura gastar tanto dinheiro com isso, que não dava retorno e tal. Bom, fiquei até 5 da madruga fazendo esse post e mais duas horas agora de manhã colocando links etc. Além disso, postei dezenas de coisas no Twitter (fora os diversos posts que troquei com followers!) e ainda tô aqui mega empolgado analisando a abordagem no Twitter, o marketing e o branding dos caras… e aí, você me diz – vale a pena ou não o investimento?


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#soumaisweb – 13a Edição – eBranding

12 02 2010

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Para participar basta preencher esse formulário com seus dados

Esta será a primeira edição do #SouMaisWeb em 2010! O tema é eBranding – como gerenciar sua marca na internet e contaremos com uma das principais seleções de convidados de todas as edições.

O debate será no mesmo batlocal, Ibeu Copacabana, no sábado dia 13 de março, de 10h às 13h.

Uma das maiores dificuldades das empresas é entender como gerenciar sua marca no complexo ambiente digital. Os convidados, com visões diferentes e complementares sobre o assunto, irão tratar deste assunto e estimular a discussão sobre o cenário atual e perspectivas futuras do e-Branding – ou Branding Digital.

:: Quem vai participar

Gabriel Rossi (@digitalbranding)
Sócio fundador da consultoria em branding digital que leva o seu nome e profissional focado na construção e gerenciamento de marcas na websocial, considerado referência no Brasil sobre o assunto, com passagens por instituições como Syracuse/Aberje, Madia Marketing School, University of London e Bell School. Além de escrever e ser citado frequentemente sobre o tema, sendo colunista do portal Mundo do Marketing, lecionando no Centro de Inovação e Criatividade da ESPM e colaborador de outros canais como Jornal O Globo, Jornal do Comércio, EcoDesenvolvimento, TV OAB, Nós da Comunicação, Correio Popular de Campinas, entre outros.

Andrei Scheiner (@inobvio)
Publicitário pela ESPM, MBA em Marketing Digital e Serviços (ESPM), Mestre em Comunicação Social pela PUC-Rio com pesquisa focada em branding, tatuagens e consumo. É responsável pela estratégia de e-marketing e de e-branding para América Latina e Reino Unido do projeto Incubator, no British Council, já tendo participado também do Online Transformation Programme na área de inteligência de e-marketing. Consultor em projetos para instituições como Infoglobo, Petrobras, IRB Brasil-Re, IBAM, DNPM, ONG Criar Brasil, CNPq, Fiocruz, ICOM/Unesco e FAPERJ. Possui artigos publicados em revistas acadêmicas e experiência como docente de disciplinas como e-marketing, mídia digital, criatividade & inovação, marketing estratégico, redação e criação publicitária na ESPM, UniFOA (Volta Redonda) e UniverCidade. Foi coordenador da ONG Instituto de Inteligência Coletiva (2008).

Danielle Meirelles (@dmeirelles)
Com 15 anos de larga experiência internacional em várias áreas de marketing e comunicação (publicidade, B2B, varejo, pesquisa de marketing, CRM e branding). CEO da DBrand, com atuação no Rio, São Paulo, Nova Iorque e Londres, além de palestrante em eventos nacionais e internacionais.

Fábio Carvalho (@fabiocarvalho) – MODERADOR
É Gerente de Novas Mídias da Textual Comunicação e tem vasta experiência em marketing e internet. Atuou na área Digital da Ediouro e, junto com parceiros como a Agência Frog, desenvolveu um dos principais cases em redes sociais no Brasil – O Leitor Voraz.

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Sempre mando, antes do dia do debate, um reminder pra todo mundo (não envio confirmação de recebimento do pedido de inscrição!). Com isso, a gente tá conseguindo montar uma rede bem legal de contatos e de profissionais feras nas diversas áreas de internet no Rio de Janeiro.

Veja também:

> O que andam falando do #soumaisweb no Twitter
> Mapa do local (Ibeu Copacabana)
> Veja resultados de busca no Flickr (fotos), Qik (vídeos) e YouTube (vídeos)
> Slides pra download das apresentações que já rolaram no evento
> Se quiser saber mais sobre o curso de pós-graduação em Marketing Digital, clique aqui






#soumaisweb – 11a edição – O Futuro das Agências

6 10 2009


O próximo #soumaisweb será no dia 17 de outubro, sábado, de 10h às 13h, no auditório do Ibeu (veja o mapa do Ibeu Copacabana). O tema será O Futuro das Agências – o que fazer para garantir a sobrevivência numa nova Era?

A comunidade online tem falado muito sobre o futuro (sombrio?) das agências. As empresas que trabalham prestando serviços em Assessoria de Imprensa, Publicidade / Propaganda e RP estão vendo um novo mundo à frente e, infelizmente, muitas parecem estar à deriva da inevitável evolução digital.

Recentemente, motivado por muitas pessoas de listas de discussão e por papos no Twitter, publiquei um podcast sobre o assunto. Se você procurar sobre como as agências estão na internet, vão se surpreender com pesquisas e posts em blogs sobre o fiasco que é a entrada institucional destas empresas na internet.

A primeira pergunta que todos se fazem é: “Mas se as agências não sabem gerir sua própria presença na internet, como farão isso para seus clientes?”. Eu vou além – acho que a maior parte destes players não entendeu (ou não está preparado pra aceitar) como funciona esse novo mundo. Os modelos de negócio, inclusive, estão em teste.

Bem, outro motivador para trazermos o tema pra discussão é a forma como muitas agências tem procurado solucionar esse problema de sobrevivência no futuro. Algumas mudam de nome, dissassociando tudo que conquistaram com a marca analógica da recém-nascida marca digital. Outras confiam cegamente em seus “fornecedores de web”, pondo em risco uma das principais forças competitivas propostas por Porter, ficando à mercê da boa vontade do fornecedor.

Em meio a todas estas questões, decidimos fazer o #soumaisweb com quatro profissionais que vão enriquecer e estimular muito a interação com o público on e offline:

:: Debatedores

– Risoletta Miranda(@rizzomiranda)
Diretora-Executiva da FSB PR Digital (www.fsb.com.br), formada em jornalismo, MBA Marketing COPPEAD/UFRJ, especializada em Planejamento Estratégico de Marketing e Comunicação Digital e uma das criadoras do Conceito de VRM  – Virtual Relationship Management.

– George “Benson” Acohamo (@superbenson)
Publicitário formado pela Escola de Comunicação da UFRJ, pós graduado em Administração de Marketing. É Gerente de Comunicação Interativa da DPZ, com passagens por agências como Y&R, Africa, MLab e Fbiz, e ainda pelo portal Zip.Net e TV Globo.

– Nick Ellis (@nickellis)
Editor e autor do Digital Drops e Meio Bit, que juntos tem mais de 1 milhão de visitas únicas por mês. Com mais de 20 anos de experiência como designer e diretor de arte, atualmente trabalha na In Press Porter Novelli como Especialista em Mídias Digitais, cuidando da criação de conteúdo para blogs corporativos, monitoração online e criação de campanhas virais usando redes sociais como Facebook e Twitter.

– Alexandre Carvalho (@acarvalho)
Jornalista formado em 2003 pelas Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), há oito anos vem estudando as profundas mudanças que a internet vem provocando na comunicação digital, tanto no jornalismo quanto no marketing e na publicidade. Tem larga experiência em assessoria de imprensa, no atendimento a empresas dos setores de tecnologia e esportes, e atualmente é executivo de mídias sociais da LVBA Comunicação, cuidando exclusivamente das ações de RP da Nokia do Brasil para este segmento. Desde janeiro, mantém em atividade o blog Almanaque da Fórmula-1 , onde busca resgatar a história da categoria em seus quase 60 anos de existência.

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Sempre mando, antes do dia do debate, um reminder pra todo mundo (não envio confirmação de recebimento do pedido de inscrição!). Com isso, a gente tá conseguindo montar uma rede bem legal de contatos e de profissionais feras nas diversas áreas de internet no Rio de Janeiro.

Veja também:

> O que andam falando do #soumaisweb no Twitter
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