Experiência da Marca – caso do Camarote Brahma (eu fui!)

21 02 2010

Há uns meses li em um livro (please, não me cobre qual livro – são 4 da matina, thanks) que branding é o processo de pegar um consumidor que desconhece uma marca (ou não se interessa / não liga) e transformá-lo em um advogado ou defensor (da marca, produto, serviço). Pois bem, acho que entendi melhor o que isso significa depois da experiência de hoje no Camarote Brahma.

Cheguei na “concentração” do camarote umas 22h. Antes mesmo de entrar em qualquer fila ou mesmo pegar credencial, já estava meio emburrado… Odeio carnaval, tava super cansado (trabalhei o dia todo!), tava semi-resfriado, não curto esses ambientes de artista/celebridade etc e, além de tudo, não sou lá nenhum fã de cerveja…

Aos poucos, esses sentimentos e impressões negativas foram mudando. Pra começar, a organização do credenciamento (foi no Porcão Rios – um restaurante super badalado do Rio) estava impecável. Honestamente? Acho que nunca vi um credenciamento de convidados/imprensa tão bem azeitado: a fila andou rápido, muita gente acessível pra orientar sobre os próximos passos, tudo com segurança, computadores, foto, crachá… só sei que em menos de 10 minutos (isso mesmo – 10m) eu tava de camisa da Brahma, pulseirinha VIP e entrando no ônibus que levava os convidados ao sambódromo (ah, de quebra, ainda ganhei um par de havaianas de brinde – pedi no. 36 e a minha gatinha foi quem se deu bem nessa).

Chegando lá na Sapucaí, mais sinais positivos: havia umas três pessoas recepcionando quem descia do ônibus. Olhei em volta e vi > um lounge com sofazinho e puff pra relaxar, um restaurante (exato, um restaurante com buffet e comida verdadeiramente boa), um bar (e aí rolava chopp, Brahma Black, snacks etc), um fumódromo (powered by Dunhill, da Souza Cruz) e zilhares de geladeirinhas carregadas de latinhas (de Pepsi, Guaraná, cerveja etc), além de água, Ice Tea e Gatorade. Tudo muito limpo e organizado.

Comecei a andar pela área fazendo uma espécie de reconhecimento. Aqui vale um parêntesis – pros solteiros, o local era o céu. Não só pela bebida infinita, mas pq certamente aquele era o lugar com mais pessoas lindas (homens, mulheres, altos, magras, coroas, modelos, jiu-jitsers… pra tudo quanto é gosto) do planeta depois da Mansão Playboy. Mas, pra mim, havia outro santuário – um localzinho com três laptops com internet megafast e quatro TVs de umas 40 polegadas passando de samba até Ultimate Fighting (essa área era powered by Net) #iamnerdyes.

Depois de pegar umas águas sentei ali e comecei a tuitar. Bem, não sou muito de ficar descrevendo eventos ou “cobrindo” atividades. Talvez só faça isso no #SouMaisWeb por motivos óbvios (aliás, o próximo evento é justamente sobre eBranding, de repente vale abordar o case lá). Fato é que postei quase 60 twitts em umas 4h. Achei até que poderia ter perdido seguidores por encher o saco falando só de camarote Brahma (com direito a umas tiradas de onda etc) mas, pelo contrário, ganhei 20 seguidores novos!

O bacana é que, relendo meus posts, dá pra perceber direitinho como a experiência que a marca proporcionou foi fazendo efeito. Meu primeiro twitt foi meio “legal, mas só tem gente estrela / celebrity wannabe”. Lá pelo quarto ou quinto post já tava querendo beber, mesmo sem gostar tanto de cerveja! E aí a coisa começou a fluir

De fato, me chamou muito a atenção a estrutura, organização e serviços oferecidos. Isso, somado às pessoas (que de lindas e marrentas passaram a ser lindas, gente boa e interessantes rsrsrs) e às interações que travei pelo Twitter, foi tornando o momento bem prazeroso e divertido. Alguns colegas perguntaram sobre minhas skills no samba, outros ficaram com a boca seca por cerveja, alguns se mostraram sambistas viciados, e teve até seguidor que ficou de olho grande rsrsrs! E, claro, sempre tem aqueles que desafiam a morte em troca de diversão ilimitada…

Bem, em certo momento passei a tentar acompanhar o trabalho do pessoal do Twitter @camarote_n1. Eles (na verdade, elAs, eram umas três meninas eu acho) começaram meio tímidos, mas tb foram pegando no tranco e encheram a timeline com muita foto bacana, detalhes sobre os shows e acabaram conseguindo passar um pouco da emoção e do calor que rolava no camarote aos seguidores. Quando comentei que eles poderiam ter chamado blogueiros pra dar um enfoque diferente ao evento, eles logo trataram de dizer que haviam, sim, convidado alguns e até pediram dicas de quem poderia ser chamado no futuro (sugeri o Pedro Cardoso e o Roney, por exemplo). Achei bacana essa abordagem próxima e humilde de interagir com outros tuiteiros. Em uma ocasião, a @aquelaq cometou sobre uma foto tremida e eles responderam na boa (e com razão, eram 2000 pessoas, todo mundo pulando, brincando, não dava pra pegar ninguém/nada parado!).

Eu, claro, tratei de mexer meus pauzinhos (calma, pessoal, sem sacanagem…) e logo logo descobri uma das twitteiras. Fui seguindo a menina até os tais containers de imprensa e, não satisfeito em invadir o Press Room, ainda forcei a dita cuja a tirar uma fotinho comigo rsrsrs. Pela minha expressão de alegria acho q já dá pra dizer que o branding experience funcionou, né? 😉

O pessoal que cobriu o evento pelo perfil do Camarote Brahma tb tá de parabéns. Souberam postar conteúdo relevante pro público-alvo, interagiram muito (e muito bem) com quem falava com eles, ouviam críticas (talvez o mais importante e mais difícil nas redes sociais…), aceitavam sugestões e até atendiam a pedidos (isso vai acostumar mal o pessoal pro próximo carnaval hein… já tô até com listinha horripilante de pedidos aqui comigo!). Eu cheguei a procurar como as outras empresas/camarotes estavam agindo nas redes sociais. Honestamente, não consegui pescar nada de interessante (nada!), o que é uma pena, já que tá todo mundo aprendendo junto e postar uma coisinha ou outra, uma foto aqui e outra ali, é muito melhor do que nada (sem mencionar que é muito mais bacana e respeitoso com os clientes e tietes…). Me surprendeu ver que a Devassa, concorrente direta, não tinha nada próprio nas redes sociais (se tinha foi tão mal planejado q nem o Google pegou…).

Bem, quando o cansaço foi batendo, fiquei um pouco preocupado com a volta. Achei que ia ser aquele inferno… ledo engano. Rolava ônibus voltando pro Porcão Rios a cada 10 ou 15 minutos e, como se não bastasse, lá do Porcão até em casa os caras ainda pagaram taxi. Por alguns minutos cheguei a desejar ter mais momentos de celebrity na minha vida!!

Ah! Claro, já ia me esquecendo… do camarote dava pra ver as escolas de pertinho, mas tava tão bacana o ambiente off-sapucaí (shows, musica bacana, ar condicionado, bebida e comida à beça etc) que eu nem parei dois minutos pra ver a Mangueira e as outras entrando (sim, tinha que falar uma besteirinha dessa rsrs).

Enfim… excelente o trabalho de branding da Brahma. Realmente fez diferença. Até posso continuar preferindo vodka, mas sempre que a vontade de cerveja bater, é certo que eu vá optar por Brahma e, talvez, isso ainda me remeta aos momentos divertidos do camarote por uns bons anos…

Sei que sou chato pra caçamba, super crítico em relação a ações de marketing, aponto falhas quando existem, mas também saliento cases positivos quando valhem a pena. E, neste caso, a Brahma tá de parabéns. O Camarote Número 1 foi nota DEZ e me converteu totalmente, fantástico! 😉

Pra finalizar, lembro que tava conversando com dois amigos em um almoço na semana passada sobre o investimento mega que essas empresas fazem no carnaval, com os camarotes etc. A conclusão do almoço foi que era loucura gastar tanto dinheiro com isso, que não dava retorno e tal. Bom, fiquei até 5 da madruga fazendo esse post e mais duas horas agora de manhã colocando links etc. Além disso, postei dezenas de coisas no Twitter (fora os diversos posts que troquei com followers!) e ainda tô aqui mega empolgado analisando a abordagem no Twitter, o marketing e o branding dos caras… e aí, você me diz – vale a pena ou não o investimento?


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Minha tentativa de entender *que diabos é relevância!*

18 09 2009

Em homenagem a um dos primeiros virais em vídeo da web, também é válido começar dizendo que essa minha proposta de categorização/definição dos tipos derevelância e como escolhemos o que é ou não relevante pra gente, é totalmenteempírica e embrionária. Ou seja, não é nada cientificamente estudado ou validado. Trata-se de um mero punhado de conceitos que me pareceram fazer muito sentido quando comecei a tentar entender como os usuários de redes sociais consideram o que entra ou não em seu próprio filtro social > como escolhemos o que é relevante pra gente?

Estimulado pelos últimos papos sobre o tema (como a troca de ideias na minhapalestra no planetário, os pensamentos do Nepomuceno e do Roney o debate que levantei no Gengibre etc.) comecei a pensar em quais atores (pessoas, marcas, empresas…) eram relevantes pra mim, e como eu classificava e utilizava a interação com eles.

Para isso, além de ler um bando de coisas e visitar vários sites, analisei o meu próprio Twitter (quem eu sigo, quem eu RT, o que coloquei nos meus favoritos) e o que tenho no meu escritório (tipo – livros, CDs e DVDs, folhas impressas e outros objetos). Antes de passar para o próximo parágrafo, é legal explicar que essa ideia de analisar os objetos do escritório veio porque percebi que muito do que estava ali eu adquiri por influência/sugestão de alguém que está no meu filtro social (ouça o áudio sobre “relevância no meu escritório”).

Com essa breve análise, tentei categorizar o conceito de relevância da seguinte maneira:

• Relevância Pessoal – são atores que me influenciam, me atraem de alguma maneira na minha vida pessoal. Com essas pessoas eu troco (ou simplesmente consumo) ideias sobre aspectos como relacionamento com amigos, diversão (cinema, leitura, lazer em geral, viagens etc.), updates pessoais (“fulano tá trabalhando naquela empresa”, ou “ciclano se casou”…). O Orkut faz um pouco esse papel de foco em relacionamento interpessoal. No Twitter, por exemplo, sigo o@almanaque, por dar dicas de cinema e seriados que me ajudam a ficar a par desses dois temas.

• Relevância Profissional – aqui eu incluo atores que considero importantes pelos inputs que têm na minha vida profissional, ou seja, que contribuem com aspectos diversos relacionados especificamente ao meu trabalho. Por exemplo, sigo o @eMarketer exclusivamente pelas informações que eles passam sobre o mercado de internet no mundo.

• Relevância Instrumental – essa categoria diz respeito àqueles atores que incluímos em nosso filtro social por um período determinado de tempo e com um propósito objetivo (ainda que esse propósito seja “avaliar” a pessoa/empresa). Atualmente, por exemplo, estou seguindo quatro empresas “caçadoras de tendências” para ver o que elas falam sobre produtos e tecnologias verde. Depois que coletar as informações que preciso, provavelmente irei descartá-las de meu filtro.

„« Faça você mesmo 🙂

Se você parar agora, por uns cinco minutos, e pensar em dividir os atores que considera influentes em sua vida, vai chegar a uns insights bem interessantes. Uma das coisas que vai notar, por exemplo, é que nos dois primeiros tipos (pessoal e profissional) o ator de relevância tende a ser mais permanente no seu filtro, enquanto que quem está categorizado como “instrumental” pode ir e vir, dependendo das suas necessidades naquele momento.

Talvez perceba, ainda, que há atores que estão na nossa lista e aparecem em mais de uma categoria. O Paulo Rodrigo, por exemplo, é um grande amigo, trabalhamos juntos em diversas ocasiões, damos aulas juntos, temos muitos colegas em comum etc. (relevância pessoal) e ele também fala coisas muito valiosas sobreMarketing de Busca e Marketing Digital (relevância profissional).

Quando fizer esse exercício mental (e/ou analisar o seu Twitter e Orkut), você ainda vai notar que os atores que você incluiu no seu próprio filtro social também podemmigrar de uma categoria pra outra. Quando comecei a me viciar em redes sociais, conheci algumas pessoas (@cristianoweb, @pathaddad, @lebravo e tantos outros) que me interessaram profissionalmente, a priori. Ao longo do tempo, conforme as conhecia, naturalmente eles foram entrando – também! – no grupo de relevância pessoal.

Por fim, além dessas constatações, percebi que alguns atores passam direto do “anonimato” para uma das duas categorias mais permanentes, enquanto que outros podem entrar em nosso filtro por uma razão pontual e, eventualmente, “convertemos” ou não esse ator como um participante mais sólido no nosso círculo pessoal de relevância. Nesse caso, acho que posso citar o @digitalbranding. Inicialmente, o incluí por ele falar muita coisa bacana de marcas no Brasil e no mundo (e eu estava pesquisando sobre esse tema para um artigo). Ou seja, a ideia era meramente pegar um pouco do que ele falava, sugeria etc. e that was that. No entanto, com o tempo, passei a me identificar com suas ideias sobre Marketing e Marketing Digital de uma maneira mais abrangente, e não mais somente em relação a Branding… (nesse momento, ele estava sendo adicionado ao rol de Relevância Profissional – e não sairá mais, o cara manda bem mesmo).

„« Explicando o tesão todo no tema “relevância”

Essas questões que envolvem o tema relevância têm me atraído demais, pois acho que é esse conceito que irá derrubar o poder da mídia tradicional e a influência das grandes empresas que, até o momento, conseguem comprar reações pré-determinadas de seus stakeholders com muita grana. Faz sentido falar isso se você pensar que o Google é o Google por que suas sugestões de resultados de busca são baseadas em… relevância!

Essa mudança do valor da relevância é um caminho sem volta. Atualmente confio em uma pessoa (marca, produto, serviço…) que eu realmente acho interessante a ponto de permitir que este ator entre no meu filtro social. Antes, de certa maneira, éramos quase que obrigados a engolir ideias que eram mascaradas por uma enxurrada de mensagens empurradas pela nossa goela. Fora isso (essa competição desigual por atenção) havia poucas opções ao nosso alcance…

Não é que O Globo, a Veja etc. tenham perdido toda a credibilidade (não necessariamente rsrs). O fato é que eu agora tenho acesso a milhares e milhares de outras fontes, tenho muuuuuito mais opções a um (ou poucos!) cliques de distância. E aí, nesse universo extremamente lotado de possíveis produtores de conteúdo, qualquer simples mortal pode competir com os gigantes (ex)intocáveis, desde que crie e respeite o conceito de relevância dentro dos ambientes sociais nos quais está inserido (vale ver a historinha da GoogleZon).

Vou ficar por aqui, mas gostaria MUITO de ouvir o que você pensa sobre esse papo todo de relevância. Apesar de estar ainda brincando com o conceito e levantando certas hipóteses, uma coisa é muito certa: relevância é o ativo mais valioso de agora e dos próximos anos, de maneira que me interessaria bastante entender o que é relevância para você (comente aqui mesmo na coluna – olha aí embaixo – ou então coloque seu recado no Gengibre).

See you in another life, brotha
(Desmond, no Lost)





E vc? Blue pill ou Red pill (minha visão sobre a palestra de Redes Sociais)

12 08 2009

São seis da matina e eu nao consegui dormir direito essa noite. Parte foi pelos drinks com o Andrei pós-palestra, parte pela excitação positiva com o debate mas, infelizmente, parte foi pela impressão de feedback negativo que tive de alguns participantes analógicos.

FICO FELIZ > Não tenho dúvidas que vocês adoraram a apresentação. A tag #redessociais, sugerida pelo Lula, tá repleta de conteúdo espontâneo, debates paralelos de altíssimo nível e elogios que me fazem ficar ruborizado (afinal, vocês sabem o quanto eu sou tímido com essas coisas – claro, claro…). Além disso, durante o evento, o PPT da apresentação foi pra home do SlideShare (na seção Hot on Twitter) por estar sendo um dos documentos mais tuitados naquele momento (uau!). No site blablabra, novamente (primeira vez foi no último #soumaisweb) nossa tag ficou entre os cinco tópicos mais falados no Twitter brasileiro.

Por fim, ter a presença de umas 120 pessoas (mtas das quais eu considero inspirações profissionais!) foi extremamente gratificante – e olha q não to contanto as outras tantas que acompanharam ao vivo pelo Twitter ou streaming feito pelo Planetário (aliás, o Márcio, a Malu e o pessoal do Planetário deram show de competência, receptividade e infra, obrigado).

FICO AINDA MAIS FELIZ > pelos elogios tecidos por alguns feras da internet carioca e nacional, bem como pela mera presença (seja física ou virtual) de nomes como: Robert Rodrigues (e o pessoal da Frog em massa!), Patricia Moura, Simone Villas-BoasCris Dissat, Pat Haddad, Cristiano SantosBia Mansur … a lista poderia continuar até o final da página… (sem ciúmes ou #mimimi, please)

Mas fico meio… digamos, chateado > Comecei a apresentação com dois slides importantes: um falava basicamente que eu digo o que penso e acredito piamente que a internet tá muito ligada a uma revolução social e é um tesão viver e participar ativamente desse movimento; outro era sobre a Red Pill do Matrix (os q me conhecem sabem q uso essa metáfora faz tempo).

Naturalmente (já esperava por isso – o público não é o mesmo do #soumaisweb…) havia pessoas analógicas na palestra. Por isso, a idéia da #redpill é tão importante. Cada vez que eu (ou a @missmoura, @roneyb, @dorlyneto etc) falava que o mundo é outro (se não é em certos segmentos, será em poucos anos) e que as formas de comunicação, interação, relacionamento, transações com empresas, e mesmo as competências profissionais são outros, estão mudados devido ao impacto da internet e às mudanças sociais pelas quais passamos… cada vez que falava sobre isso, o pessoal que ainda não enxerga a nova realidade (optaram pela Blue Pill???) não se continha!

Por um lado, essa oposição à internet gerou debates interessantes tanto durante a palestra, quanto no Twitter em tempo real. Mas, por outro, fiquei chateado ao perceber que as barreiras mentais em aceitar que o mundo que conhecemos e aceitamos hoje está mudado são fortes e causam desconforto em muita gente.

Eu entendo. Sério, entendo mesmo. Chega um cara lá na frente, eu não sei quem é, diz um monte de nome que eu nunca ouvi falar, e até diz palavrão durante a apresentação. Aí eu olho pra platéia e tem um bando de gente semi-estranha falando em “existir na internet”, dizendo que nem mesmo um bilhão de reais compram resultado, e coisas do tipo “ué! Mas quem acredita em jornal hoje em dia?” (essa última foi uma fantástica intervenção do @roneyb). A conversão pode ser difícil (sugestão – Animatrix).

Esquece jornal! A credibilidade que damos hoje aos veículos tradicionais de comunicação está abalada. Não (só) pq eles são tendencioso, mas pq pessoas comuns são tão críveis quanto os grandes, graças à internet – graças ao nosso filtro social. Um dos analógicos (o Roberto Ferreira, que ganhou o livro da Raquel – aliás, esse semi se converteu e é validado pelo @lularibeiro) me perguntou como eu acreditava no Zezinho da Esquina e não dava tanta bola pra, por exemplo, a Folha de SP… FÀCIL – não preciso sequer conhecer o Zezinho. Na verdade, ele nem precisa ser quem diz! O fato é que eu tenho um filtro social (escolhido, nutrido e diariamente validado por mim e pela comunidade) que já disse que o tal fulano é relevante. Portanto, não preciso ser massificado por publicidade ou apelos de marketing; esse meu filtro social (e a comunidade online de maneira geral) já faz o trabalho de separar o joio do trigo e eu (todos nós!) também contribuo com essa dinâmica.

É mais fácil entender isso pensando no conceito do eBay, Amazon, Mercado Livre etc. Ou seja, esquece comprar na Saraiva, PontoFrio etc só pq são “lojas que eu conheço”. Bullshit! Se a comunidade disse que é seguro e confiável comprar num joão qualquer que vende produtos direto do banheiro desativado da casa dele, que fica no interior de Bom Jesus dos Prazeres, num município isolado de Aracajú, pronto! Compro sem piscar o olho!

Além disso, aquelas brincadeirinhas que faço sempre tb não foram muito bem aceitas por alguns. Quando falei do Rupert Murdoch, magnata das comunicações, e brinquei dizendo “seu amigo Rupert” (olhando pro lado do pessoal #bluepill na platéia), a galerinha até se mexeu na cadeira! Pior – viro prum bando de jornalista e RP que fazem as coisas do mesmo jeito há 30 anos e digo: “esquece: tudo que voce faz e acredita hoje é obsoleto. Eu sequer acho que vai existir agencia de publicidade/RP/assessoria no futuro“… aí só faltou ser apedrejado!

É uma pena ver o incomodo que a Era Digital (ou revolução online) causa nos analógicos. A pessoa se sente mega ameaçada e isso é difícil de aceitar. Lembram como o Neo se sentiu quando o Morpheu manda a real pra ele? O cara vomita e desmaia! Ontem achei que ia ter gente tendo esse tipo de reação. Mas não – muitos resistiram bravamente e continuam dando sua energia pra mover a matrix… escolheram, conscientemente, permanecer encapsulados.

Mais que isso, mais que se converter (ou melhor, não se converter) é ter um feedback no final (claro, do pessoal offline) dizendo “acho que o pessoal mais velho esperava ouvir mais sobre empresas”. Eu agradeci educadamente e disse: “ué, mas tudo que eu falei é sobre empresas!”.

Pombas; de cara já coloco pro pessoal que na internet (e, principalmente, nas redes sociais), as organizações assumem uma identidade, uma personalidade (quer elas queiram ou não!) e, por isso, são percebidas e julgadas como pessoas, indivíduos! A partir daí, todos os conceitos que trouxe são igualmente aplicados pra, digamos, pessoas físicas e jurídicas. Claro, há diferenças na abordagem de cada um nas redes sociais (afinal, os objetivos da gente e das organizações são distintos – BEM distintos…), mas o princípio vale pra ambos: pra existir nas redes sociais, devemos ser relevantes.

Com esse conceito em mente, quero fechar o post dizendo que o que eu quero é ser relevante no meu próprio meio social. Ou seja, quero trocar, compartilhar e viver essa revolução social junto com vocês.  Assim, muito obrigado a todos que participaram (lá na hora ou via web) e mais thanks ainda pelo valor que vocês geraram com UGC no Twitter, Flickr, Qik etc etc. Em setembro vamos ter mais um #soumaisweb (provavelmente sobre privacidade com um cara fera que fez doutorado no Oxford Internet Institute) e na terça que vem vou ter a honra de começar a dar aulas pra pessoas já feras e muito relevantes na internet e fora dela tb!

(só mais uma > o que foi aquilo de “manipular” as pessoas nas redes sociais????????)

> Quem colocou o que online? <

:: PPTS / RECOMENDAÇÕES DE LEITURA

:: MULTIMÍDIA

:: POSTS SOBRE O EVENTO

– Leia minha coluna no Nós da Comunicação (falo sobre relevância)
– O que falaram da apresentação no Twitter
– Leia o que tenho sobre Redes Sociais aqui no blog
– Saiba mais sobre o evento #soumaisweb
– Veja mais sobre a pós-graduação em Gestão Estratégica de Marketing Digital
– Baixe outras apresentações e cursos meus
– Leia alguns artigos relacionados à privacidade





#soumaisweb – Redes Sociais (18/07) e SEO (01/08)

10 07 2009

Pessoal, esse post é pra explicar os próximos #soumaisweb, já que juntamos um monte de temas, debatedores e locais!!

Então vamos lá… serão dois #soumaisweb distintos.

:: Redes Sociais – Dia 18 de Julho
Vai contar com uma palestrante show, mas ela é estrangeira, então eu dependia não só dela, como também dos tradutores (que acabaram de mandar email dando pra trás…). Ela confirmou somente hoje e 99% dos inscritos disseram não ter problema ser em inglês (great!). Felizmente, ainda vamos contar com a Heloisa a Graziella pra moderar as perguntas, ou seja, se alguem precisar ou ficar com vergonha etc, ela vai dar um help (thanks @maffalda e @garantes!) – by the way, a Grazi é aluna da pós em Marketing Digital 🙂

UPDATE – A Profa Caroline acabou de me escrever (quinta, 16-07 21h!) e disse que o PPT dela é em português também! Tem as duas versões! Ou seja, o pessoal que tem problema com a língua, pode relaxar… teremos apresentação em slides nos dois idiomas e a parte de perguntas e respostas será traduzida! U-hu!

A debatedora é a Professora Caroline Haythornthwaite, da Graduate School of Library and Information Science da University of Illinois, Urbana-Champaign. Seus interesses de pesquisa incluem: redes sociais e conhecimento distribuído; internet, comunicação mediada por computador e comunidades online; comunicação e desenvolvimento de comunidade no aprendizado online. Publicou inúmeros artigos acadêmicos e editou, junto com Barry Wellman, o livro “Internet in Everyday Life” e, junto com Michelle Kazmer, “Learning, Culture and Community in Online Education”.

Local: Ibeu Copacabana (Av Nossa Sra de Copacabana, 690 – Auditório – veja o mapa)
Data: 18 de Julho (sábado), de 10h às 13h – podem chegar umas 9:30h pra bater-papo

> INSCRIÇÕES  >  18/07  >  Redes Sociais

Para participar basta enviar um email pra mim com:
– Seu nome
– Empresa e cargo
– Seu email
– Seu Twitter
– Como soube do evento

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:: SEO – Dia 01/08
(a confirmar – espero resposta de dois debatedores)
Quem já está confirmado é, ninguém mais, ninguém menos (rsrsrs) que o Paulo Teixeira (blog Marketing de Busca e autor do Livro SEO). O cara é o melhor no Brasil na área (sorry os paulistas concorrentes…),  e ainda to esperando confirmação de outro nome forte em SEM / SEO e a de uma menina nossa amiga do Twitter que tem feito um ótimo trabalho em SEO ligado a Redes Sociais e, principalmente, ao próprio Twitter.

As inscrições pra este #soumaisweb estão on hold (vou abrir assim que confirmar local e debatedores).

:: Saiba mais sobre o #soumaisweb aqui
:: O perfil da prof Caroline está aqui
:: Veja mais artigos sobre o Twitter e sobre Redes Sociais
:: Informações sobre a pós-graduação em Gestão Estratégica de Marketing Digital